Um dom total
Jesus vive a
morte não como um final de caminhada, mas como uma passagem, a sua páscoa que
será depois nela nossa páscoa. Sua morte não é um acontecimento súbito, mas um
ato do qual Ele é sujeito, alguma coisa pensada. O quarto evangelista não diz
que Jesus expirou, mas que entregou o espírito. Trata-se de um gesto consciente
e livre de um vivente. Segundo Luciano Manicardi, o gesto de Jesus é ainda na
linha do dar: depois de ter dado a si próprio, de ter feito o bem durante toda
a sua vida, próximo do fim de seu caminho terreno, Jesus dá ainda. E o espírito
que Ele dá pode ser entendido como referência ao Espírito Santo. A morte de
Jesus se torna um acontecimento de vida. Há como que uma entronização de Jesus
na glória. Sempre o dom. No momento final dá o Espírito.
Frei Almir
Ribeiro Guimarães, OFM - Folhinha do Sagrado Coração de Jesus
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