“Procurai com zelo os melhores dons e eu vos mostrarei um
caminho ainda mais excelente.” — Paulo (1 Coríntios 12,31)
1
A ideia de que ninguém deve procurar aprender e melhorar-se para ser mais útil
à Revelação Divina é muito mais uma tentativa de consagração à ociosidade que
um ensaio de humildade incipiente.
2
A vida é curso avançado de aprimoramento, através do esforço e da luta, e se a
própria pedra deve sofrer o burilamento para refletir a luz, que dizer de nós
mesmos, chamados, desde agora, a exteriorizar os recursos divinos?
3
Ninguém interrompa o serviço abençoado da sua educação, a pretexto de cooperar
com o Céu, porque o progresso é um comboio de rodas infatigáveis que relega
para trás os que se rebelam contra os imperativos da frente.
4
É indispensável avançar com a melhoria consequente de tudo o que nos rodeia. E
o Evangelho não endossa qualquer atitude de expectativa displicente.
5
A palavra de Paulo é demasiado significativa. Dirigindo-se aos coríntios, o
apóstolo da gentilidade exorta-os a procurarem com fervor os melhores dons.
6
É imprescindível nos disponhamos a adquirir as qualidades mais nobres de
inteligência e coração, sublimando a individualidade imperecível.
7
Cultura e santificação, através do trabalho e da fraternidade, constituem dever
para todas as criaturas.
8
Autoaperfeiçoamento é obrigação comum.
Busquemos,
zelosos, a elevação de nós mesmos, assinalando a nossa presença, seja onde for,
com as bênçãos do serviço a todos, e tão logo estejamos integrados no esforço
digno, dentro da ação pessoal e incessante no bem, o Alto nos descortinará mais
iluminados caminhos para a ascensão.
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