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Imagem da reflejosdeluz.net

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Acolhidos no Coração Redentor



O Jesus do Coração dilacerado a todos acolhia: o trambiqueiro sentado à mesa dos impostos, a mulher pecadora que lhe lavava os pés, a outra que estava para ser apedrejada. Jesus é aquele que acolhe e ensina aos seus a serem ministros da acolhida: amparo do filho que se droga, do marido que bebe, da filha que engravidou, da pessoa que entra no templo com uma lágrima querendo rolar rosto abaixo. Os discípulos do Coração de Jesus são pessoas sensíveis e prestam atenção às grandes dores: à perda de um ente querido, ao desespero diante da provação da enfermidade, à dor que experimenta a mãe que nada tem para dar ao filho que grita de fome.
"Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo vos acolheu a vós para a glória de Deus." (Rm 15,7)

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM - Petrópolis / RJ
Fonte: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Confiança



Assim que você confiar em si mesmo, viver terá outro significado.

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Prece ao Pai de Infinita Bondade



Pai de infinita Bondade, sustenta-nos o coração no caminho que nos assinalaste!
Infunde-nos o desejo de ajudar àqueles que nos cercam, dando-lhes das migalhas que possuímos para que a felicidade se multiplique entre nós.
Dá-nos a força de lutar pela nossa própria regeneração, nos círculos de trabalho em que fomos situados, por teus sábios desígnios.
Auxilia-nos a conter as nossas próprias fraquezas, para que não venhamos a cair nas trevas, vitimados pela violência.
Pai, não deixes que a alegria nos enfraqueça e nem permitas que a dor nos sufoque.
Ensina-nos a reconhecer tua bondade em todos os acontecimentos e em todas as coisas.
Nos dias de aflição, faze-nos contemplar tua luz, através de nossas lágrimas e nas horas de reconforto, auxilia-nos a estender tuas bênçãos com os nossos semelhantes.
Dá-nos conformação no sofrimento, paciência no trabalho e socorro nas tarefas difíceis.
Concede-nos, sobretudo, a graça de compreender a tua vontade seja como for, onde estivermos, a fim de que saibamos servir em teu nome e para que sejamos filhos dignos de teu infinito amor.
Assim seja.

Francisco Cândido Xavier

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O principezinho e a raposa...



"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." (Exupéry)
É fato que tal afirmação contém muito mais nas entrelinhas. E eu fico aqui pensando: O que amo quando amo? Amo o que de mim há no outro... O que é que se cativa? De que é que se torna responsável aquele que cativa ou que se deixa cativar? Torno-me responsável por aquilo que cativo, que conquisto, independente do que seja: coisas boas, sentimentos nobres, ações e reações, pensamentos, simpatia (e também o contrário disso tudo). Tu me cativaste. Teremos necessidade um do outro.
"Se tu vens às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz." (Exupéry)

Sandra Medina Costa

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

O carneiro revoltado



Certo carneiro muito inteligente, mas indisciplinado, reparou os benefícios que a lã espalhava em toda parte, e, desde então, julgou-se melhor que os outros seres da Criação, passando a revoltar-se contra a tosquia.
- Se era tão precioso – pensava -, por que aceitar a humilhação daquela tesoura enorme? Experimentava intenso frio, de tempos a tempos, e, despreocupado das ricas rações que recebia no redil, detinha-se apenas no exame dos prejuízos que supunha sofrer.
Muito amargurado, dirigiu-se ao Criador, exclamando:
- Meu Pai, não estou satisfeito com a minha pelagem. A tosquia é um tormento... Modifica-me, Senhor!...
O Todo-Poderoso indagou, com bondade:
- Que desejas que eu faça?
Vaidosamente, o carneiro respondeu:
- Quero que a minha lã seja toda de ouro.
A rogativa foi satisfeita. Contudo, assim que o orgulho ovino se mostrou cheio de pêlos preciosos, várias pessoas ambiciosas atacaram-no sem piedade. Arrancaram-lhe, violentamente, todos os fios, deixando-o em chagas.
O infeliz, a lastimar-se, correu para o Altíssimo e implorou:
- Meu Pai, muda-me novamente! não posso exibir lã dourada... encontraria salteadores sem compaixão.
O Sábio dos Sábios perguntou:
- Que queres que eu faça?
O animal, tocado pela mania de grandeza, suplicou:
- Quero que minha lã seja lavrada em porcelana primorosa.
Assim foi feito. Entretanto, logo tornou ao vale, apareceu no céu enorme ventania, que lhe quebrou todos os fios, dilacerando-lhe a carne.
Regressou, aflito, ao Todo-Misericordioso e queixou-se:
- Pai, renova-me!... A porcelana não resiste ao vento... estou exausto...
Disse-lhe o Senhor:
- Que queres que eu faça?
- A fim de na provocar os ladrões e nem ferir-me com porcelana quebrada, quero que a minha lã seja feita de mel.
O Criador satisfez o pedido. Todavia, logo que o pobre se achou no redil, bandos de moscas asquerosas cobriram-no em cheio e, por mais corresse campo a tora, não evitou que elas lhe sugassem os fios adocicados.
O mísero voltou ao Altíssimo e implorou:
- Pai, modifica-me... as moscas deixaram-me em sangue!
O Senhor indagou de novo, com inexaurível paciência:
- Que queres que eu faça?
Dessa vez, o carneiro pensou mais tempo e considerou:
- Suponho que seria mais feliz se tivesse minha lã semelhante às folhas de alface.
O Todo-Bondoso atendeu-lhe mais uma vez a vontade e o carneiro voltou a planície, na caprichosa alegria de parecer diferente. No entanto, quando alguns cavalos lhe puseram os olhos, não conseguiu melhor sorte. Os eqüinos prenderam-no com os dentes e, depois lhe comerem a lã, abocanharam-lhe o corpo.
O carneiro correu na direção do Juiz Supremo, gotejando sangue das chagas profundas, e, em lágrimas, gemeu humilde:
- Meu pai, não suporto mais!...
Como soluçasse longamente, o Todo-Compassivo, vendo que ele se arrependera com sinceridade, observou:
- Reanima-te, meu filho! Que pedes agora?
O infeliz replicou, em pranto:
- Pai, quero voltar a ser um carneiro comum, como sempre fui. Não pretendo a superioridade sobre meus irmãos. Hoje sei que os meus tosquiadores de outro tempo são meus verdadeiros amigos. Nunca me deixaram em feridas e sempre me deram de comer e beber, carinhosamente... Quero ser simples e útil, qual me fizeste, Senhor!...
O Pai sorriu, bondoso, abençoou-o com ternura e falou:
- Volta e segue teu caminho em paz. Compreendeste, enfim, que meus desígnios são justos. Cada criatura está colocada, por minha Lei, no lugar que lhe compete e, se pretendes receber, aprende a dar.
Então o carneiro, envergonhado, mas satisfeito, voltou para o vale, misturou-se com os outros e daí por diante foi muito feliz.
Francisco Cândido Xavier

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Aprenda com a natureza



André Luiz

Resplandece o Sol no alto,a fim de auxiliar a todos.
As estrelas agrupam-se em ordem.
O céu tem horários para a luz e para a sombra.
O vegetal abandona a cova escura, embora continue ligado ao solo, buscando a claridade, a fim de produzir.
O ramo que sobrevive à tempestade cede à passagem dela, mantendo-se, não obstante, no lugar que lhe é próprio.
A rocha garante a vida no vale, por resignar-se à solidão.
O rio atinge os seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos.
A ponte serve ao público sem exceções, por afirmar-se contra o extremismo.
O vaso serve ao oleiro, após suportar o clima do fogo.
A pedra brilha, depois de sofrer as limas do lapidário.
O canal preenche as suas finalidades, por não perder o acesso ao reservatório.
A semeadura rende sempre, de acordo com os propósitos do semeador.

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domingo, 1 de novembro de 2009

A oração de NOVEMBRO



Senhor nosso Deus, mais uma vez sentimos o tempo esvair-se de nossas vidas. Logo chegaremos ao final de mais um ano e nossos olhos se voltam para o passado e se projetam para o futuro. Porém, sabemos que a esperança que brota da fé vence em nós a tristeza da morte e nos abre à alegria do Amor, que nos criou e continua a renovar-nos com o seu Espírito. Jesus Cristo nos revelou o sentido do viver e do morrer, mas quantos são mortos por causa da violência e da guerra, dos desastres naturais e de maneira imprevista! Deus bondoso, acolhei nossos irmãos chamados a participar da vida eterna, reforça nossa esperança e daí alento à nossa tristeza e, porque sois nosso refúgio, livrai-nos das angústias da morte; e, porque sois a nossa herança eterna, concedei-nos a alegria plena em vossa presença. Amém.

Fr. Luiz Henrique F. de Aquino, OFM – São Paulo / SP
(Fonte: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus)


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