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Imagem da reflejosdeluz.net

domingo, 28 de março de 2010

Domingo de Ramos


(Lc 19,28-40)
O evangelho de Lucas fala muitas vezes de caminho, ir, aproximar-se, enviar. Neste domingo, Jesus faz estas ações. Os discípulos vão, encontram, respondem, levam, colocam, caminham. O povo alegre, louva, clama bendito! Paz! Ele vem em nome do Senhor! Este dia pode ser uma pró-vocação: "repetir" as ações de Jesus e a "repetir" o modo de ser daquele povo em nossa vida. Lembramos que, talvez, alguns que hoje aclamaram Jesus, na mesma semana gritaram crucifica-o! É um pouco de "nossa cara", ora fiéis, ora infiéis. Somos povo que aclama e fariseus que mandam calar. Entre viva! e morra!, descobrir o que somos e o que fazemos no caminho. Somos bem e mal. Pra onde pendemos? Vale a pena conferir, lendo o texto e indo à procissão.

Frei Benjamim Berticelli, OFM - Xaxim / SC - Folhinha do Sagrado Coração de Jesus.
[imagem da web]

sábado, 27 de março de 2010

Novena em Honra à Santa Gravidez de Nossa Senhora


Esta oração pode ser feita de 3 formas:
- diariamente de 25 de março a 25 de dezembro;
- todo dia 25 de cada mês, de 25 de março a 25 de dezembro;
- ou, durante 9 dias seguidos.
Portanto; em qualquer momento, você pode começar esta novena, pedindo a graça que você tanto precisa
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“Ó Maria, virgem Imaculada, Porta do Céu e causa da Nossa Alegria,
respondendo com generosidade ao Anúncio do Arcanjo São Gabriel, Vós pudestes dar curso ao plano de Deus para nossa salvação. Vós fostes, pela Providência Santíssima desde toda a eternidade, constituída morada digna do Filho de Deus Encarnado. Pelo vosso “sim” e fidelidade ao Pai celeste, o Espírito Santo teceu em vosso ventre Jesus, Nosso Senhor e Salvador.
Eis que desejando que o Filho de Deus que quis nascer em Vós, nasça também em meu coração e conceda-me o perdão de meus pecados, prostro-me aos vossos pés e vos imploro, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis alcançar-me, do vosso Filho, a graça que tanto necessito…(colocar a graça)
Ouvi minha súplica, ó Virgem Santíssima, Vós que, perante o trono da Graça, sois a “Onipotência Suplicante”, enquanto vou meditando, com reverência e filial afeto, todos os momentos de dor e de alegria, de desolação e de providência, que vos acompanharam em vossa bendita e singular Gestação, na qual trouxestes em vosso ventre por nove meses o Filho do Deus Altíssimo. Amém.


Rezam-se 24 Ave-Marias, saudando a Santíssima Virgem - por todas aquelas horas que trouxe em seu seio o Filho de Deus - dizendo após cada uma, a jaculatória:

"Bendita seja a Santa Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus."

[imagem da web]

quarta-feira, 24 de março de 2010

DÁ-ME, Ó PAI


Dá-me a Tua Luz, Ó Pai,
para Iluminar o meu caminho e
poder ver a vida com os olhos do Teu Espírito,
para saber a Tua Verdade oculta
em cada passo em cada momento vivido.
Dá-me a suavidade dos anjos,
para que possa falar e agir com igualdade
em todos os instantes e através dos movimentos,
abrir caminhos novos para mim e para toda a humanidade,
como instrumento do Teu Santo Amor.
Dá-me a Tua Paz
para que eu possa ser um ícone dela no mundo,
manifestando a Tua Vontade
de expressar entre os povos,
a fraternidade necessária para o seu crescimento,
por que só há crescimento verdadeiro
aonde houver paz entre os homens de boa vontade.

Rick Steindorfer
Publicado no Recanto das Letras em 09/02/2007 Código do texto: T374758

[imagem da web]

domingo, 21 de março de 2010

Racismo nunca mais


A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 21 de março como Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, em memória dos massacrados em Sharpeville, África do Sul, em 1960. O racismo tem raízes históricas. No Brasil, a colonização europeia, desde 1500, explorou a mão-de-obra dos nativos daqui e de africanos, trazidos acorrentados de seu continente. Para justificar tamanha opressão e crueldade, logo foi sendo construído um grande "prédio de ideias" que afirmava que, pela cor da pele e pela linguagem, índios e negros eram seres inferiores, "bestas de carga", destinados a servir aos seus "superiores". Até hoje há quem ainda pense assim, negando a maravilhosa diversidade humana.

Chico Alencar, autor de Cântico das Criaturas, Ecologia e Juventude do Mundo, VOZ\ES.
Fonte: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus
(imagem da web]

sábado, 20 de março de 2010

Uma língua suave é árvore de vida


Ó Pai, quero que minhas palavras sejam bênçãos hoje.
Quero que elas reflitam a sua graça.
Quero que as minha palavras tragam cura aos doentes e conforto aos que estão lutando.
Quero que sejam tenras com os quebrantados.
Quero que sejam honráveis e verdadeiras em circunstâncias difíceis.
Quero que sejam corretas quando a linguagem ao meu redor é vulgar.
Através do Seu Espírito, use as minhas palavras para abençoar outros e louvor ao Senhor. Em nome de Jesus, sua Palavra suprema, eu oro.
Amém.

(desconheço a autoria)
[imagem da web]

sexta-feira, 19 de março de 2010

Quando o sofrimento bater à sua porta


(Pe. Fábio de Melo)

“A vida que não é examinada não vale a pena ser vivida” (Sócrates)

“A felicidade da vida depende da qualidade de nossos pensamentos” (Imperador Marco Aurélio)

Um dos grandes problemas que o sofrimento acarreta é justamente a nossa falta de capacidade de lidar com ele. O primeiro desafio que temos diante de uma dor que acabou de chegar é continuarmos no comando da vida...
Diante dos problemas da vida e dos sofrimentos originados deles, temos duas possibilidades: ou os administramos ou seremos administrados por eles...
No mundo dos negócios, os bons administradores são geralmente pessoas reflexivas.Uma boa administração só pode ser realizada à medida que a realidade administrada passa constantemente por processos de análises. É por meio da análise de uma situação que poderemos encontrar o melhor caminho a seguir...
Por vezes os medos são capazes de nos roubar a reflexão. Analisar é purificar. É retirar os excessos.
Muitos de nossos sofrimentos nascem de nossas confusões mentais. A análise tem o poder de reordenar as ideias. É como se acendêssemos luzes em um quarto escuro. Ninguém consegue se localizar em um ambiente sem luz. Por isso as saídas de emergências dos aviões são sempre sinalizadas com caminhos de luz. A saída de emergência é o destino final da luz. A calma é essencial para que sejamos capazes de encontrar o caminho.
Muitos sofrimentos nascem das nossas confusões mentais, por isso é tão importante desenvolvermos o hábito de refletir sobre a vida e sobre os problemas que enfrentamos.
No momento da nossa fragilidade, a reação mais comum é o desespero. Mas o desespero não nos ajuda em nada.Pessoas desesperadas são pessoas em profundo estado de confusão mental.
O desespero é uma resposta espontânea do ser humano quando diante de um limite. Mas ele não precisa ser definitivo. Pode ser apenas um primeiro momento do sofrimento. Estender no tempo o estágio do desespero é adiar a solução dos problemas. Pessoas desesperadas não costumam lidar bem com os problemas que enfrentam. A razão é simples. O desespero é o oposto da análise.
A análise requer calma, paciência e lucidez. Tais atitudes geralmente não são encontradas em pessoas tomadas pelo desespero.
Administrar os sofrimentos no momento do desespero é tarefa árdua. É nesta hora que precisamos de alguém que nos ajude a contornar a força do pensamento opressivo. Desesperos nascem e são nutridos a partir de fatos e ideias que nos oprimem. Fatos não podem ser modificados, mas as consequências deles em nós sim.
Quando estamos desesperados, necessitamos fazer a triagem das causas; se não temos mais como alterar o fato, teremos então que investir nas consequências. É neste momento que devemos fazer a pergunta fundamental a partir de várias perspectivas:
- Por que estou desesperado?
- Qual é a raiz que me faz sofrer?
- È possível alterar a realidade que me envolve?
- Por que estou sofrendo?
A formulação das perguntas favorecerá o processo de análise. Perguntar o porquê de sofrer é tão importante quanto sorver o ar para se manter vivo. É a partir desta pergunta que descobriremos se temos ou não razões para o sofrimento. Digo isso porque não é raro encontrar pessoas em profundo estado de sofrimento sem razão. Sofrimento sem razão é sofrimento infértil; que poderiam ser evitados, caso a pessoa dispusesse a fazer uso de sua reflexão.
Assim, racionalizado o medo, naturalmente ele perde o poder sobre mim. Mais uma vez a regra da substituição, uma ideia ruim por uma boa. Quantos desesperos seriam evitados se usássemos esta regra. Quanta ideia opressora deixaria de ser determinante sobre nós caso aplicássemos este princípio de sabedoria.
Nesta perspectiva, a filosofia exerce o mesmo poder que a medicina. A reflexão reconfigura a experiência e proporciona a cura da mente pelo pensamento.
Um sofrimento só valerá a pena se ele for verdadeiro. Sofrer por mentiras é um absurdo; já chega o que temos que enfrentar na vida.
Quando identificamos um sofrimento verdadeiro, precisamos nos render a ele. Não se trata de assumir passivamente, sorvendo-o em estado de vítima. Render-se ao sofrimento é reverenciar sua sacralidade, reconhecendo nele todo o crescimento que se desprenderá dele. É como adentrar em um território sagrado, sabendo que pisar aquele lugar é oportunidade única que merece ser vivida e experimentada com seriedade.
O sofrimento é verdadeiro quando ele é costurado na crueza da vida, isto é, não é fruto de projeções imaginárias nem tampouco resultado de medos infundados. Reconhecer o sofrimento verdadeiro, aquele capaz de nos fazer crescer, é reconhecer diamantes em meio aos cascalhos. Requer arte de garimpo.
O tempo todo fazemos a experiência dos limites que nos fazem sofrer, mas nem sempre conseguimos distinguir o sofrimento cascalho, do sofrimento diamante Cascalhos nem sempre nos amadurecem, mas os diamantes sim. Identificar o sofrimento diamante requer sabedoria e calma. O grande problema é quando invertemos valores.
Assim como a pedra preciosa necessita de lapidação... também o sofrimento carece ser trabalhado; a este trabalho podemos chamar de sentido. Sentido é o alicerce de uma realidade. As ações humanas estão sempre cheias de sentido. O sentido é a coerência da realidade. Tudo o que realizamos, por menor que seja, sempre está amparado por um sentido oculto. Descobrir o sentido das coisas é um jeito interessante de investigar a vida, deixar a superfície a atingir o lugar menos comum, mais profundo.
No contraponto do sentido está o absurdo. Realidades absurdas são aquelas que, aos nossos olhos, parecem incoerentes.
A vida humana é cheia de absurdos, mas também de sentidos. Absurdos e sentidos andam lado a lado porque são realidades complementares. O absurdo é o impulso que nos faz querer o sentido.
Sempre que estamos diante de um fato que não tem sentido, isto é um absurdo, somos desafiados a descobrir o caminho para a construção do sentido. É a partir desta reconstrução que nos recuperamos. Só assim podemos sarar as consequências que o sofrimento provoca em nós. A construção do sentido favorece a continuidade da vida.
É muito significativo aproximar o sofrimento humano de significado eucarístico. A teologia nos ensina que o altar é o lugar privilegiado do encontro de Deus com a humanidade. No altar tudo que é humano se diviniza.
Divinizar é recolher e reconhecer a sacralidade. É retirar o profano, Isto é, retirar o que está fora do templo e colocar sobre o local sagrado.
Cada vez que somos capazes de colocar o nosso sofrimento diante da mística do altar, de alguma forma estamos aprendendo a superá-lo da melhor forma.
Sacralizar o sofrimento é reconhecê-lo como oportunidade de transformação. O que sofremos passa a nos transformar, pois nos coloca no altar da vida, para que Deus nos recolha como oferenda agradável aos seus olhos...
Dessa forma, o sofrimento nunca será em vão, porque sempre haverá nele uma ocasião de transformação. É só descobrir.
É claro que se pudéssemos escolher , escolheríamos não sofrer. Mas não há como mudar essa regra – o sofrimento humano é natural é inevitável... O importante é não nos rendermos ao seu possível espírito destruidor. Para isso, é preciso manter viva a chama da esperança. Sofrer sim , mas sofrer apenas por causas que mereçam o nosso sofrimento. Sofrer mas buscar o sentido oculto que está por detrás das profusas ramagens dos absurdos.
Sofrer, mas nunca esquecer que depois da tempestade há sempre o sol preparado pronto para brilhar e nos dourar com sua luz envolvente.
Porque tão importante quanto não fechar a porta para os sofrimentos é não impedir, depois , a entrada das alegrias...”

“E é nisto que se resume o sofrimento:
Cai a flor e deixa o perfume no vento.”

Cecília Meireles

MELO,de Fabio.QUANDO O SOFRIMENTO BATER À SUA PORTA.- 24.ed. São Paulo, SP: Editora canção Nova,2008 .201 a 237 p.
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segunda-feira, 15 de março de 2010

O exercício da paciência


"Certa vez, o pai de um menino lhe deu um saco de pregos e disse que, cada vez que perdesse a paciência, deveria pregar um atrás da porta. No primeiro dia, ele pregou 37 e, nas semanas seguintes, à medida que aprendia a controlar seu gênio, pregava cada vez menos. Com o tempo, descobriu que era mais fácil fazer isso que pregar pregos atrás da porta, até que chegou o momento em que conseguiu se controlar durante todo o dia.
Depois de informar isso a seu pai, este lhe sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguisse se controlar. Os dias se passaram e o jovem pôde finalmente anunciar que não havia mais pregos atrás da porta. Seu pai o pegou pela mão, levou-o até a porta e lhe disse:
— Meu filho, vejo que está trabalhando duro, mas olhe todos esses buracos na porta. Nunca mais ela será a mesma. Cada vez que você perde a paciência, deixa cicatrizes exatamente como as que vê aqui. Você pode insultar alguém e retirar o insulto, mas, dependendo da maneira como fala, poderá ser devastador, e a cicatriz ficará para sempre. Uma ofensa verbal pode ser tão daninha como uma física. Os amigos são joias preciosas que nos fazem rir, que nos animam a seguir adiante e nos escutam com atenção. Além disso, sempre estão prontos a abrir o coração."


É uma bela reflexão, não é mesmo? Essa fábula nos ajuda a perceber a importância de termos mais cuidado com as palavras, afinal, as ofensas verbais podem ser tão prejudiciais quanto as físicas. Também é importante desenvolver cada vez mais a atitude resiliência para se adaptar ao que acontece em nosso dia-a-dia e aproveitar o que há de positivo em todos os momentos.
E, para finalizar, sugiro que você se comprometa com o seu bem-estar e o dos outros. Perceba se suas atitudes são benéficas ao seu bem-estar físico, emocional e espiritual e também ao das pessoas que estão ao seu redor. Se não forem, reflita um pouco e procure uma atitude mais assertiva.

Karen Jardzwski
www.motivaonline.com.br
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