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Imagem da reflejosdeluz.net

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ação de graças após a vitória (Sl 20)

Ao mestre de canto. Salmo de Davi.
Senhor, alegra-se o rei com o vosso poder, e muito exulta com o vosso auxílio!
Realizastes os anseios de seu coração, não rejeitastes a prece de seus lábios.
Com preciosas bênçãos fostes-lhe ao encontro, pusestes-lhe na cabeça coroa de puríssimo ouro.
Ele vos pediu a vida, vós lha concedestes, uma vida cujos dias serão eternos.
Grande é a sua glória, devida à vossa proteção; vós o cobristes de majestade e esplendor.
Sim, fizestes dele o objeto de vossas eternas bênçãos, de alegria o cobristes com a vossa presença,
pois o rei confiou no Senhor. Graças ao Altíssimo não será abalado.
Que tua mão, ó rei, apanhe teus inimigos, que tua mão atinja os que te odeiam.
Tu os tornarás como fornalha ardente, quando apareceres diante deles. Que o Senhor em sua cólera os consuma, e que o fogo os devore.
Faze desaparecer da terra a posteridade deles e a sua descendência dentre os filhos dos homens.
Se intentarem fazer-te mal, tramando algum plano, não o conseguirão,
porque os porás em fuga, dirigindo teu arco contra a face deles.
Erguei-vos, Senhor, em vossa potência! Cantaremos e celebraremos o vosso poder.

Gratidão do povo pelo fato de Deus ter dado ao rei poder, vida e alegria; desejos de vitória. (Bíblia Sagrada Ave-Maria)
[imagem da web]

sábado, 19 de janeiro de 2013

RECEBE E TRANSFORMA

Recebe, Senhor, os meus medos e transforma-os em CONFIANÇA.
Recebe, Senhor, meus sofrimentos e transforma-os em CRESCIMENTO.
Recebe as minhas crises e transforma-as em MATURIDADE.
Recebe as minhas lágrimas e transforma-as em INTIMIDADE.
Recebe a minha raiva e transforma-a em ORAÇÃO.
Recebe o meu desânimo e transforma-o em FÉ.
Recebe a minha solidão e transforma-a em CONTEMPLAÇÃO.
Recebe minhas amarguras e transforma-as em CALMA INTERIOR.
Recebe minhas esperas e transforma-as em ESPERANÇA.
Recebe minhas perdas e transforma-as em RESSURREIÇÃO.

[Imagem Google]

SENTAR-SE À JANELA DO AVIÃO

Alexandre Garcia

Era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme.
Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o voo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem.
Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul.
Tudo era novidade e fantasia..
Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante.
As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.
No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal.
O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.
Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido.
As poltronas do corredor agora eram exigência. Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo.
Por um desses maravilhosos “acasos” do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível..
O voo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona.
Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque.
Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar.
E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.
Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer.
Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista..
Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal?
Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela da nossa vida.
A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos.
Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece.
Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e “ganhar tempo”, pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar. A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe. Afinal, “a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos”.

[Imagem Google]

Oração pelo rei antes da batalha (Sl 19)

Ao mestre de canto. Salmo de Davi.
Que o Senhor te escute no dia da provação, e te proteja o nome do Deus de Jacó.
Do seu santuário ele te socorra, e de Sião ele te sustente.
Lembre-se de tuas ofertas, e aceite os teus sacrifícios.
Conceda-te o que teu coração anela, e realize todos os teus desejos.
Possamos nós alegrar-nos com tua vitória e levantar as bandeiras em nome de nosso Deus. Sim, que o Senhor realize todos os teus pedidos.
Já sei que o Senhor reservou a vitória para seu ungido, e o ouviu do alto de seu santuário pelo poder de seu braço vencedor.
Uns põem sua força nos carros, outros nos cavalos. Nós, porém, a temos em nome do Senhor, nosso Deus.
Eles fraquejaram e foram vencidos, mas nós, de pé, continuamos firmes.
Senhor, dai a vitória ao rei, e ouvi-nos no dia em que vos invocamos.

Oração do povo pelo rei que parte para a guerra; ato de confiança em Deus, de quem, unicamente, depende a vitória e que assistirá o rei. (Bíblia Sagrada Ave-Maria)
[imagem da web]

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Fé é isso


O testemunho dos céus e da lei (Sl 18)

Ao mestre de canto. Salmo de Davi.
Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos.
O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete.
Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba,
porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz; aí armou Deus para o sol uma tenda.
E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho.
Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor.
A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples.
Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos.
O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos.
Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos.
Ainda que vosso servo neles atente, guardando-os com todo o cuidado;
quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas.
Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave.
Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor.

Alegoria sobre as duas luzes dadas por Deus ao mundo: a dos céus e a da lei. (Bíblia Sagrada Ave-Maria)
[imagem da web]

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Agradecimentos do rei vencedor (Sl 17)

Ao mestre de canto. De Davi, servo do Senhor, que dirigiu as palavras deste cântico ao Senhor, no dia em que ficou livre de todos os seus inimigos e das mãos de Saul.
Disse: Eu vos amo, Senhor, minha força!
O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio, meu escudo, força de minha salvação e minha cidadela.
Invoco o Senhor, digno de todo louvor, e fico livre dos meus inimigos.
Circundavam-me os vagalhões da morte, torrentes devastadoras me atemorizavam,
enlaçavam-se as cadeias da habitação dos mortos, a própria morte me prendia em suas redes.
Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei para meu Deus: do seu templo ele ouviu a minha voz, e o meu clamor em sua presença chegou aos seus ouvidos.
A terra vacilou e tremeu, os fundamentos das montanhas fremiram, abalaram-se, porque Deus se abrasou em cólera:
suas narinas exalavam fumaça; sua boca, fogo devorador, brasas incandescentes.
Ele inclinou os céus e desceu, calcando aos pés escuras nuvens.
Cavalgou sobre um querubim e voou, planando nas asas do vento.
Envolveu-se nas trevas como se fossem véu, fez para si uma tenda das águas tenebrosas, densas nuvens.
Do esplendor de sua presença suas nuvens avançaram: saraiva e centelhas de fogo.
Dos céus trovejou o Senhor, o Altíssimo fez ressoar a sua voz.
Lançou setas e dispersou os inimigos, fulminou relâmpagos e os desbaratou.
E apareceu descoberto o leito do mar, ficaram à vista os fundamentos da terra, ante a vossa ameaçadora voz, ó Senhor, ante o furacão de vossa cólera.
Do alto estendeu a sua mão e me pegou, e retirou-me das águas profundas,
livrou-me de inimigo poderoso, dos meus adversários mais fortes do que eu.
Investiram contra mim no dia do meu infortúnio, mas o Senhor foi o meu arrimo;
pôs-me a salvo e livrou-me, porque me ama.
O Senhor me tratou segundo a minha inocência, retribuiu-me segundo a pureza de minhas mãos,
porque guardei os caminhos do Senhor e não pequei separando-me do meu Deus.
Tenho diante dos olhos todos os seus preceitos e não me desvio de suas leis.
Ando irrepreensivelmente diante dele, guardando-me do meu pecado.
O Senhor retribuiu-me segundo a minha justiça, segundo a pureza de minhas mãos diante dos seus olhos.
Com quem é bondoso vos mostrais bondoso, com o homem íntegro vos mostrais íntegro;
puro com quem é puro; prudente com quem é astuto.
Os humildes salvais, os semblantes soberbos humilhais.
Senhor, sois vós que fazeis brilhar o meu farol, sois vós que dissipais as minhas trevas.
Convosco afrontarei batalhões, com meu Deus escalarei muralhas.
Os caminhos de Deus são perfeitos, a palavra do Senhor é pura. Ele é o escudo de todos os que nele se refugiam.
Pois quem é Deus senão o Senhor? Quem é o rochedo, senão o nosso Deus?
É Deus quem me cinge de coragem e aplana o meu caminho.
Torna os meus pés velozes como os das gazelas e me instala nas alturas.
Adestra minhas mãos para o combate e meus braços para o tiro de arco.
Vós me dais o escudo que me salva. Vossa destra me sustém, e vossa bondade me engrandece.
Alargais o caminho a meus passos, para meus pés não resvalarem.
Dou caça aos inimigos e os alcanço, e não volto sem que os tenha aniquilado.
De tal sorte os despedaço, que não mais poderão levantar-se: eles ficam caídos a meus pés.
Vós me cingis de coragem para a luta e ante mim dobrais os meus adversários.
Afugentais da minha presença os meus inimigos e reduzis ao silêncio os que me aborrecem.
Gritam por socorro, mas não há quem os salve; clamam ao Senhor, mas não responde...
Eu os disperso como o pó que o vento leva, e os esmago como o barro das estradas.
Vós me livrais das revoltas do povo e me colocais à frente das nações; povos que eu desconhecia se tornaram meus servos.
Gente estranha me serve abnegadamente e me obedece à primeira intimação.
Gente estranha desfalece e sai tremendo de seus esconderijos.
Viva o Senhor e bendito seja o meu rochedo! Exaltado seja Deus, que me salva!
Deus, que me proporciona a vingança e avassala nações a meus pés.
Sois vós que me libertais dos meus inimigos, me exaltais acima dos meus adversários e me salvais do homem violento.
Por isso vos louvarei, ó Senhor, entre as nações e celebrarei o vosso nome.
Ele prepara grandes vitórias a seu rei e faz misericórdia a seu ungido, a Davi e a sua descendência para sempre.

Este salmo contém primeiramente uma prece em ação de graças pela libertação de um grande perigo – libertação que é descrita sob a forma de teofania, isto é, aparição em que Deus se manifesta em meio de tempestade, fogo etc. O salmo termina com um cântico triunfal do rei vitorioso. (Bíblia Sagrada Ave-Maria)
[imagem da web]