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Imagem da reflejosdeluz.net

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Oração da noite ao Santo Anjo da Guarda



(Reze e durma tranquilamente, na certeza de que ele está intercedendo junto a Deus por você)

Meu querido Santo Anjo, agora estou cansado.
As crianças vão dormir, e também eu quero ser inteiramente uma criança, criança da Mãe Santíssima, Maria, criança do Pai Celestial.
Tirai de mim, Deus, tudo o que hoje não foi bom, e perdoai! Colocai o Vosso amor por cima, e Vós, Maria, Mãe do Céu, o vosso manto dourado!
Ajuda-me a dar graças, meu Irmão angélico, e segura a minha mão em Nome de Deus!
Amém.

É humilde



É humilde quem se esconde no seu nada
e sabe abandonar-se em Deus.
(São João da Cruz)

Salmo 116



1Aleluia. Louvai ao Senhor todas as nações, louvai-o todos os povos, 2porque sem limites é a sua misericórdia para conosco, e eterna a fidelidade do Senhor.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Oração da manhã ao Anjo da Guarda



Meu grande e querido Santo Anjo, logo pela manhã quero saudar-vos cheio de amor!
Andareis comigo, rezareis comigo, ajudar-me-eis a ter ânsia de Deus, fareis com que eu descubra em toda parte o que é bom e ajudar-me-eis a ter somente bons pensamentos e depois também as palavras apropriadas.
Assim o dia será grande, porque Vós estais comigo; meu bom Anjo!
Amém.

Ser sensível é uma coisa e sensato é outra



Ser sensível é uma coisa e sensato é outra. Uma tem a ver com a alma, a outra com a razão.
(Diderot)

Salmo 115



1(10) Salmo. Conservei a confiança ainda quando podia dizer: Em verdade sou extremamente infeliz. 2(11) Em meu pavor eu dizia: O homem é um apoio falaz. 3(12) Mas que poderei retribuir ao Senhor por tudo o que ele me tem dado? 4(13) Erguerei o cálice da salvação, invocando o nome do Senhor. 5(14) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo. 6(15) É penoso para o Senhor ver morrer os seus fiéis. 7(16) Senhor, eu sou vosso servo; vosso servo, filho de vossa serva: quebrastes os meus grilhões. 8(17) Oferecer-vos-ei um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor. 9(18) Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo, 10(19) nos átrios da casa do Senhor, no teu recinto, ó Jerusalém!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

O pote rachado



Eis a história de um camponês que, para viver, vendia água para o mercado. Ele tinha cerca de dez jarros. Todos os dias, e muito cedo de manhã, ele colocava uma vara nas costas. Em cada extremidade estava suspenso um jarro; ele os levava para o poço e depois para o centro da aldeia. No entanto, no meio de todos esses potes havia um que estava rachado.
Curiosamente, esse trabalhador sempre pegou o pote rachado para fazer sua primeira viagem do dia.
Seguia para o poço a dois quilômetros de distância, levando sempre um pote em perfeito estado e mais esse rachado, um em cada extremidade de uma vara que carregava atravessada em seus ombros.
Ele coletava pacientemente o líquido e o transportava por mais por esse percurso até a aldeia.
É claro que, quando ele chegava ao mercado, o pote rachado havia perdido uma grande quantidade de água que estivera carregando. Como resultado, o agricultor só poderia alcançar metade do que foi acordado. No entanto, o pote em bom estado funcionava perfeitamente e permitia-lhe ganhar todo o dinheiro que estava previsto.
Rapidamente, os outros potes começaram a falar sobre a situação entre eles. Eles não entendiam por que o homem ainda estava utilizando o pobre recipiente danificado, porque insistia em perder dinheiro todos os dias. Não havia sentido nisso, sendo que o carregador de água tinha vários outros potes em boas condições a sua disposição.
Além disso, o pote rachado passou a se envergonhar da sua condição. Ele fora utilizado por mais de dez anos, sempre desempenhou perfeitamente a função a qual era destinado, até o dia em que lhe apareceu aquela fissura por onde a água vazava. Era agora um inútil, um imprestável, e lhe amargurava saber que o parceiro só se valia dele por pura piedade. Isso não estava certo, não era justo o homem ter seus ganhos diminuídos por sua causa.
Na horas de repouso, gastava seu tempo contando aos potes mais jovens as suas aventuras de pote experiente, de quando era saudável e conseguia fazer o trajeto sem desperdiçar uma gota de água sequer. Os outros o ouviam atento, mas com pesar, não entendiam por que o homem das águas insistia em botar o velho pote rachado na atividade diária. Com tantos recipientes jovens e saudáveis, por que não descartava de vez o pobre inútil?
O homem persistia nesse costume e ignorava os questionamentos da turma. Às vezes até ria, sem nada dizer. “Por certo, enlouquecera”, comentavam com preocupação, ainda mais quando a reação do camponês era só a de apenas sacar farelos dos bolsos e espalhar pelo caminho. O que era aquilo? restos de pão? areia? que dó! o pobre humano deveria estar mesmo perdendo o juízo.
Porém, as demais coisas pareciam normais. As idas ao poço, o trajeto feito como sempre fora e o abastecimento das casas. Apenas a insistência em dar serviço ao velho pote rachado continuava ser a coisa sem sentido no dia a dia deles, pois até a nova mania de espalhar farelos pelo caminho o homem abandonara.
Certa noite, enquanto o fazendeiro se preparava para descansar, o pote quebrado chamou-o e disse que precisava conversar com ele. O homem ouviu-o então, muito atento ao que o pote queria lhe dizer. Este último, sem preâmbulo, disse-lhe o que tinha em mente. Ele disse que gostava do que fazia, mas não se sentia confortável sabendo ser ele um pote inútil. Não queria que o camponês o preservasse por compaixão. Melhor seria que o jogasse no lixo e acabasse com essa angústia de uma vez por todas.
O camponês sorri enquanto escuta. Confessa que nunca passou pela sua cabeça a ideia de se desfazer do velho companheiro. Ele lhe disse que nunca pensara em jogá-lo fora porque, na verdade, era muito útil para ele. “Útil?”, perguntou o pote. Como ele poderia ser útil se estavam perdendo dinheiro todos os dias? O homem pediu-lhe para manter a calma. No dia seguinte, ele mostraria por que ele era tão valioso. O pote quebrado não conseguiu dormir.
No dia seguinte, como prometido, o camponês lhe disse: “Peço, por favor, que observe tudo de cada lado da estrada até o poço”. O pote foi extremamente atencioso. Ele olhou para os dois lados, mas viu uma estrada agradável, cheia de flores. Quando chegaram ao poço, ele disse ao fazendeiro que não havia encontrado uma resposta nesta estrada.
O homem olhou para ele carinhosamente e disse: “Desde que você se rachou, eu estive pensando sobre a melhor maneira de continuar obtendo o máximo de você. Então decidi, de tempos em tempos, espalhar sementes pelo caminho. Graças a você, eu era capaz de regá-las todos os dias. E, graças a você, uma vez que tudo floresceu, posso escolher algumas plantas e vendê-las no mercado, a um preço superior ao da água”. O pote rachado, muito comovido, entendeu qual a sua preciosa missão.
(via Pazes)