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sexta-feira, 23 de março de 2018

23 MAR - Sexta-feira da Semana V da Quaresma



Jesus retirou-Se novamente para além do Jordão, para o local onde anteriormente João tinha estado a batizar e lá permaneceu. Muitos foram ter com Ele... (Jo 10,40-41)

Não nos deixemos aprisionar pela tentação de permanecer sozinhos e sem confiança a chorar pelo que nos acontece; não cedamos à lógica inútil e inconcludente do medo, a repetir resignados que tudo corre mal e nada é como outrora. Esta é a atmosfera do sepulcro; ao contrário, o Senhor deseja abrir o caminho da vida, do encontro com Ele, da confiança n’Ele, da ressurreição do coração, o caminho do “Levanta-te! Levanta-te, sai!”. (Papa Francisco, Homilia, 2 de abril de 2017)

Oração:
Jesus, meu Senhor e Mestre, quero imitar-Te, no teu recolhimento em oração e também na ida aos outros a fim de escutar, dar apoio, consolar e prestar auxílio oportuno. Quero ser teu embaixador e a presença física da tua pessoa invisível. Está comigo, Senhor, para eu estar com os irmãos. Amém.


AS DORES DE MARIA



Meditemos as “Sete Dores de Maria”, momentos martirizantes que ela viveu. Contemplá-las é haurir lições e graças preciosas. Santa Brígida diz-nos em suas revelações que Nossa Senhora prometeu conceder sete graças a quem rezar, em cada dia, sete Ave-marias em honra de suas dores e lágrimas. Eis as promessas:
1. Porei a paz em suas famílias;
2. Serão iluminados sobre os divinos mistérios;
3. Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei em suas aflições;
4. Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha a adorável vontade de meu divino Filho e a santificação de suas almas;
5. Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal;
6. Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte;
7. Serão transladados desta vida terrena à felicidade eterna…
A primeira dor de Maria foi ouvir o velho Simeão lhe apresentar a “espada da dor” que iria acompanhá-la por toda a vida. A segunda dor foi seu desterro para o Egito, com José e o Menino, fugindo da perseguição de Herodes. A terceira é a perda de Jesus em Jerusalém, aos doze anos. Ao entrar no Templo, após três dias de procura aflita, ela diz: “Filho, por que procedeste assim conosco? Eis que teu pai e eu te procurávamos aflitos” (Lc 2,48). Na quarta dor Maria vive os tormentos da Paixão de seu divino Filho. Encontra-O no caminho do Calvário, flagelado, coroado de espinhos, esbofeteado, escarrado… Que mãe poderia aguentar tamanha dor? Na quinta dor, Maria vê Jesus ser crucificado, vê o sangue jorrar de Suas mãos e pés, a cruz ser levantada e participa da agonia indescritível de seu amado Filho, até a morte. É o golpe mais cruel e mais profundo da espada predita por Simeão. Quem poderia sofrer um martírio maior que este? Maria assiste a todo o requinte da malvadeza humana contra Jesus… “de pé aos pés da cruz” (Jo 19,25) e ali nos recebe como filhos. Ela nos deu à luz na dor do Calvário. A Nova Eva, a verdadeira Mãe dos viventes oferecia na árvore da cruz o fruto de seu ventre, para destruir o pecado daquela que ousou comer do fruto da árvore proibida. Na sexta dor, a Mãe recebeu nos seus braços o Filho morto, que foi descido da cruz por Nicodemos e José de Arimateia (Jo 19,38ss.). Foi o preço do perdão a toda transgressão da lei divina; o preço de nossa salvação que Maria contemplava agora em seus braços. A sétima dor foi a da solidão da Mãe que deixou no túmulo o Filho amado. Nessas dores ela não desesperou e não se revoltou, perdoou os carrascos do seu Filho e aceitou submissa e obediente a vontade de Deus, a quem disse desde o começo: “Faça-se em mim segundo tua palavra” (Lc 1,38). Maria, como Jesus, bebeu até a última gota o cálice da dor e repetia com Jesus: “Pai, perdoai-lhes…” (Lc 23,34).
Ela que sofreu tanto na alma, conhece também o sofrimento de cada um de nós e nos ajuda a sofrer com a mesma dignidade com que ela sofreu, sem desespero.

(Prof. Felipe Aquino)

Por amor de ti


Realmente, está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro; somos tratados como gado destinado ao matadouro [Sl 43,23]. Mas, em todas essas coisas, somos mais que vencedores pela virtude daquele que nos amou. (Rm 8,36-37)

Novena dos Salmos - Sl 82



1Cântico. Salmo de Asaf. 2Senhor, não fiqueis silencioso, não permaneçais surdo, nem insensível, ó Deus. 3Porque eis que se tumultuam vossos inimigos, levantam a cabeça aqueles que vos odeiam. 4Urdem tramas para o vosso povo, conspiram contra vossos protegidos. 5Vinde, dizem eles, exterminemo-lo dentre os povos, desapareça a própria lembrança do nome de Israel. 6Com efeito, eles conspiram de comum acordo e contra vós fazem coalizão: 7os nômades de Edom e os ismaelitas, Moab e os agarenos, 8Gebal, Amon e Amalec, a Filisteia com as gentes de Tiro. 9Também os assírios a eles se uniram, e aos filhos de Lot ofereceram a sua força. 10Tratai-os como Madiã e Sísara, e Jabin junto à torrente de Cison! 11Eles pereceram todos em Endor e serviram de adubo para a terra. 12Tratai seus chefes como Oreb e Zeb; como Zebeia e Sálmana, seus príncipes, 13que disseram: Tomemos posse das terras onde Deus reside. 14Ó meu Deus, fazei deles como folhas que o turbilhão revolve, como a palha carregada pelo vento, 15Como o fogo que devora a mata, como a labareda que incendeia os montes; 16Persegui-os com a vossa tempestade, apavorai-os com o vosso furacão. 17Cobri-lhes a face da ignomínia, para que, vencidos, busquem, Senhor, o vosso nome. 18Enchei-os de vergonha e de humilhação eternas, que eles pereçam confundidos. 19E que reconheçam que só vós, cujo nome é Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra.

quinta-feira, 22 de março de 2018

22 MAR - Quinta-feira da Semana V da Quaresma



Caindo em si, disse: “(...) Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros” (Lc 15,17-19).

A Quaresma é o tempo favorável (...) em que somos chamados a descobrir de novo o Sacramento da Penitência e da Reconciliação, que nos faz passar das trevas do pecado para a luz da graça e da amizade com Jesus. Não podemos esquecer o grande vigor que este Sacramento tem para a vida cristã: ele leva-nos a crescer na união com Deus, fazendo-nos recuperar a alegria perdida e experimentar a consolação de nos sentirmos acolhidos pessoalmente pelo abraço misericordioso de Deus. (Papa Francisco, Homilia, 7 de março de 2015)

Oração:
Deus de bondade, confesso, como o pródigo, que andei muitas vezes por caminhos errados, distantes do teu abraço de ternura. Sei que Te dou alegria, voltando para a familiaridade Contigo. Obrigado por me dares a oportunidade de recorrer ao sacramento da penitência, que é regresso à paz na alma e à alegria. Amém.


Para auxiliar



Seja onde for ou diante de quem for, compadece-te. Ninguém se aproximaria de ti, no intuito de aumentar a carga dos próprios sofrimentos.
Há quem te busque na expectativa de obter uma fatia de pão ou alguma pequena parcela de teus recursos, no entanto, muito mais que semelhantes companheiros, outras criaturas te procurarão a companhia.
Esse amigo suposto privilegiado da fortuna, conquanto a conversação amena com que se distingue, aguarda de ti essa ou aquela frase de reconforto, em vista de trazer o coração retalhado de angústia diante da esposa, a exigir-lhe separação; outro que conseguiu engajar-se no poder, em dialogando contigo, indiretamente, roga-te palavras de amparo que lhe balsamizem as enfermidades ocultas; e ainda outro que se te afigura inteligente, mas frívolo, escuta-te as impressões em torno desse ou daquele assunto, ansiando receber-te algum apontamento que lhe arranque as ideias de delinquência.
A mulher que te surge, à frente, adornada em excesso, estará procurando algum argumento que lhe evite a queda nas teias do suicídio e aquela outra que se te mostra, algumas vezes, maquilada em demasia, jaz talvez no serviço sacrificial com que mantém um filho no sanatório.
Ouve os que te busquem a presença ou a palavra, com bondade e simpatia.
Não te fixes no que te parece; medita naquilo que provavelmente se encontra por trás das circunstâncias a esmolar-te auxílio e comiseração.
Dispõe-te a compreender, a fim de que possas auxiliar.
Compadece-te de teus pais, de teus filhos, de teus irmãos, de teus amigos e adversários.
Conta-se que o Apóstolo João, o Evangelista, despendeu dilatados janeiros pesquisando as expressões exatas com as quais pudesse explicar a natureza de Deus, mas, em seguida, a esforço longo e gigantesco, encontrou a procurada definição nestas três palavras: "Deus é Amor."
(Francisco C. Xavier)

Quem quiser ter vida interior


Quem quiser ter vida interior e servir a Deus com alegria, deve lutar para ter domínio de si mesmo, na presença do Senhor, para que todas as suas ações sejam para a glória de Deus.
(Prof. Felipe de Aquino)