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domingo, 30 de dezembro de 2012

SAGRADA FAMÍLIA (Lc 2,41-52)


Diante da ausência de Jesus, Maria e José retornam para Jerusalém e, aflitos, não descansam enquanto não o encontram. Trata-se de uma das dores de Nossa Senhora, pois para ela ficar sem o Filho era motivo de grande aflição. Assim também inúmeras mães que são privadas do convívio com seus filhos, pelos mais diversos motivos, vivem com o coração chagado pela dor e pela tristeza. Rezemos hoje por todas as famílias que infelizmente não podem viver harmonicamente em união e paz. Que a Família Sagrada abençoe e proteja todas as nossas famílias brasileiras e que nossas crianças possam crescer junto aos seus pais em sabedoria, idade e graça diante de Deus e das pessoas.

Frei Diego Atalino de Melo, OFM – Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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FAMÍLIA E NATAL


Família
Laboratório de amor e de tolerância,
projeto divino.
Laboratório de união e respeito às diferenças,
projeto divino.
Lugar de comum-união,
comunhão fraterna.
Exercício do amor de Deus
para que o Natal se faça todos os dias.

Sandra Medina Costa

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Meu Natal de todo dia

Meu Natal de todo dia
me mostra um mundo alheio
à consciência de que Jesus
não fica aguardando o dezembro
para renascer bonitinho,
deitado na manjedoura,
cercado de animaizinhos.

(A propósito, vale lembrar
que nessa imagem, desde sempre internalizada,
os animaizinhos não estão servidos em bandeja,
e, sim, vivos.).

Meu Natal de todo dia
me instiga a ver o Cristo
em cada face que encontro.
Meu Deus, mas quão difícil tarefa!
Dentro de mim a luta se trava,
pois quantas vezes a visão se turva,
numa reta, numa curva,
numa esquina qualquer,
em rostos anônimos,
corpos rotos,
criança, homem, mulher...

Meu Natal de todo dia
quer ser verdade, caminho,
vida plena de alegria.

Sandra Medina Costa

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ontem, o 3º DOMINGO DO ADVENTO

(Lc 3,10-18)
O Evangelho de hoje mostra alguns requisitos fundamentais para se construir uma nova história, a mudança de vida, tais como: a partilha, o não acúmulo, o perdão, cultivar um espírito generoso, não ser corrupto. Requisitos estes, importantes para o seguimento de Jesus Cristo, aquele que há de vir. O advento é sempre um tempo propício para refletirmos sobre nossa vida. Como estamos vivendo nossa fé? Como assumimos nosso batismo? Onde posso ser melhor? Perguntas que devem sempre nos levar a uma conversão, uma mudança de vida. Preparar os caminhos para a vinda do Senhor, preparar nosso coração para o nascimento do Salvador. Que nossa comunidade eclesial seja manjedoura aconchegante para todos que dela se aproximarem.

Frei James uiz Girardi, OFM – Folhinha do Sagrado Coração de Jesus
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(Lc 3,10-18)

(Lc 3,10-18)

10. Perguntava-lhe a multidão: Que devemos fazer?
11. Ele respondia: Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo.
12. Também publicanos vieram para ser batizados, e perguntaram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
13. Ele lhes respondeu: Não exijais mais do que vos foi ordenado.
14. Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: E nós, que devemos fazer? Respondeu-lhes: Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo.
15. Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16. ele tomou a palavra, dizendo a todos: Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.
17. Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível.
18. É assim que ele anunciava ao povo a boa nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.

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domingo, 9 de dezembro de 2012

2º DOMINGO DO ADVENTO

(Lc 3,1-6)
Pregação de João Batista. João prepara o povo "pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados". Ele é a voz que clama no deserto. Convida todos à conversão interior. Prepara o coração para ser morada de Deus; insiste na mudança de vida, em deixar de procurar os próprios interesses e voltar para o Senhor. Deus oferece a salvação a todas as pessoas, em todos os tempos. Somos chamados a voltar o coração para Ele. Precisamos nos vigiar para não ocuparmos nosso coração com muitas coisas e esquecermos o essencial. O cristão, todos os dias, é convidado à conversão, a ser a voz do que clama nos "desertos" de hoje e que busca aplainar os caminhos pela prática da justiça e do amor, do perdão e da misericórdia.

Ir. Jailda Rocha Caetité, CFA.  Petrópolis/RJ - Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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Lc 3,1-6


Lc 3,1-6
1. No ano décimo quinto do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da Itureia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca da Abilina,
2. sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias.
3. Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão dos pecados,
4. como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías (40,3ss.): Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
5. Todo vale será aterrado, e todo monte e outeiro serão arrasados; tornar-se-á direito o que estiver torto, e os caminhos escabrosos serão aplainados.
6. Todo homem verá a salvação de Deus.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Isaías 26

1. Naquele tempo será cantado este cântico na terra de Judá: Nós vimos uma cidade forte, em que se pôs por proteção muro e antemuro.
2. Abri as portas, deixai entrar um povo justo, que respeita a fidelidade,
3. que tem caráter firme e conserva a paz, porque tem confiança em vós.
4. Tende sempre confiança no Senhor, porque o Senhor é o rochedo perene.
5. Ele derrubou os que habitavam nas alturas e destruiu a cidade soberba; derrubou-a por terra e ao nível do chão a reduziu.
6. Ela é calcada aos pés pela plebe, sob os passos dos indigentes.
7. O caminho do justo é reto; vós aplanais a senda do justo.
8. Seguindo a vereda de vossos juízos, Senhor, nós vos esperamos; por vosso nome e vossa memória nossa alma aspira.
9. Minha alma vos deseja durante a noite e meu espírito vos procura desde a manhã. Quando vossos juízos se exercem sobre a terra, os habitantes do mundo aprendem a justiça.
10. Porém, se se perdoar o ímpio, ele não aprenderá a justiça; na terra da retidão ele se entregará ao mal e não verá a majestade do Senhor.
11. Senhor, vossa mão está levantada sem que o percebam. Que vejam vosso ardente amor por vosso povo, e sejam confundidos; e que o fogo, bom para os vossos inimigos, os devore.
12. Senhor, proporcionai-nos a paz! Pois vós nos tendes tratado segundo o nosso procedimento.
13. Senhor, nosso Deus, outros senhores, além de vós, nos têm dominado, mas não queremos reconhecer outro senão vós.
14. Os mortos não reviverão, as sombras não ressuscitarão, porque vós os castigastes e destruístes e apagastes até sua memória.
15. Aumentai a nação, Senhor (aumentai a nação), manifestai vossa grandeza, e dilatai as fronteiras da nação.
16. Senhor, na tribulação, nós vos buscamos, e clamamos a vós na angústia em que vosso castigo nos abate.
17. Como uma mulher grávida, prestes a dar à luz, se retorce e grita em suas dores, assim estamos diante de vós, Senhor:
18. nós concebemos e sofremos para dar à luz (o vento), sem poder dar a salvação à nossa terra; não nasceram novos habitantes no mundo.
19. Que os vossos mortos revivam! Que seus cadáveres ressuscitem! Que despertem e cantem aqueles que jazem sepultos, porque vosso orvalho é um orvalho de luz e a terra restituirá o dia às sombras.
20. Vai, povo meu, entra nos teus quartos, fecha atrás de ti as portas. Esconde-te por alguns instantes até que a cólera passe,
21. porque o Senhor vai sair de sua morada para punir os crimes dos habitantes da terra; porque a terra fará brotar o sangue que ela bebeu, e não ocultará mais os corpos dos assassinados.

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domingo, 2 de dezembro de 2012

As quatro velas do Advento

Liturgicamente, o tempo do Advento (do latim adventus = chegada) corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. As quatro velas representam essas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, sucessivamente. Via de regra as cores das velas devem corresponder à cor do tempo litúrgico - roxa -, diferenciando-se a terceira vela - rosa - como alegre preparação para a vinda do Senhor.
Neste sentido, relembramos que as vestes litúrgicas devem ser de cor roxa, como sinal de nossa conversão em preparação para o Natal, com exceção do terceiro domingo, onde o rosa substitui o roxo, revelando o Domingo da Alegria (ou Domingo Gaudette). O Advento deve ser tempo de celebração onde a sobriedade e a moderação são características peculiares da liturgia, evitando-se antecipar a plena alegria da festa do Natal de Jesus. Por isso, neste período não se entoa o "Glória" e nossos passos, nesse recolhimento, seguem em direção ao sublime momento do nascimento de Jesus.

AS QUATRO VELAS
Rito - Na celebração eucarística, um pequeno rito pode ser colocado no início da celebração, liturgia da palavra ou qualquer outro momento conforme o designar o celebrante. O acender das velas, normalmente é aberto com a bênção das velas, canto e oração própria. Seria também muito próprio fazer, em nossas casas, uma breve oração e acendimento das velas nos Domingos que antecedem o natal.

1º Domingo do Advento - Acende-se a PRIMEIRA VELA (ROXA)
A luz nascente nos conclama a refletir e aprofundar a proximidade do Natal, onde Cristo, Salvador e Luz do mundo brilhará para a humanidade. Lembra ainda o perdão concedido a Adão e Eva. A cor roxa nos recorda nossa atitude de vigilância diante da abertura e espera do Senhor que virá.
Oração
A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

2º Domingo do Advento - Acende-se a SEGUNDA VELA (ROXA)
A segunda vela acesa nos convida ao desejo de conversão, arrependimento dos nossos pecados e também o compromisso de prepararmos, assim como São João Batista, o caminho do Senhor que virá. Esta vela lembra ainda a fé dos patriarcas e de São João Batista, que anuncia a salvação para todos os povos.
Oração
A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, console quem está triste e encha nossos corações da alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

3º Domingo do Advento - Acende-se a TERCEIRA VELA (Rosa)
A terceira vela acesa nos convida à alegria e ao júbilo pela aproximação da chegada de Jesus. A cor litúrgica de hoje, o rosa, indica justamente o Domingo da Alegria, ou o Domingo Gaudette, onde transborda nosso coração de alegria pela proximidade da chegada do Senhor. Esta vela lembra ainda a alegria celebrada pelo rei Davi e sua promessa que, agora, está se cumprindo em Maria.
Oração
Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto"

4º Domingo do Advento - Acende-se a QUARTA VELA (ROXA)
A quarta vela marca os passos de preparação para acolher o Salvador, nossa expectativa da chegada definitiva da Luz ao mundo. Simboliza ainda nossa fé em Jesus Cristo, que ilumina todo homem que vem a este mundo e também os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a chegada do Salvador.
Oração
Céus, deixai cair o orvalho; nuvens, chovei o justo; abra-se a terra, e brote o Salvador!

http://www.capoeiras.org.br/detalhe_00500.php?cod_select=733&cod_002=1
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1º DOMINGO DO ADVENTO


(Lc 21,25-28.34-36)

Neste domingo damos início ao Tempo do Advento. Tempo dedicado à reflexão e preparação para a chegada do Senhor. Hoje lemos o capítulo 21 do Evangelho de Lucas que é um apocalipse. É uma linguagem usada para tempos difíceis, cuja finalidade é animar as comunidades para a denúncia profética e resistência diante das dificuldades. E em nossa caminhada, cheia de conflitos, somos chamados a levantar a cabeça e ficar de pé, pois o Cristo, tendo vencido as forças da morte, está vivo e virá para nos salvar definitivamente. Por isso, Jesus nos pede vigilância no sentido de discernimento, lucidez, senso crítico em relação à sociedade e aos acontecimentos da história. Vigilância esta que é sempre acompanhada pela oração.

Frei Germano Guesser, OFM – Gaspar/SC – Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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Lc 21,25-28.34-36

Lc 21,25-28.34-36


25. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas.

26. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas.

27. Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade.

28. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação.

[...]

34. Velai sobre vós mesmos, para que os vossos corações não se tornem pesados com o excesso do comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida; para que aquele dia não vos apanhe de improviso.

35. Como um laço cairá sobre aqueles que habitam a face de toda a terra.

36. Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem.



Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br

A Oração de DEZEMBRO

Jesus, Deus Menino, com São Francisco de Assis quero celebrar seu santo Natal. Contemplá-lo no presépio, na família, no coração das pessoas. Cantar com os anjos glória a Deus nas alturas e pedir paz a toda criatura humana de boa vontade, por Ele amada. Menino Jesus, que todo lar se transforme em nova Belém, que o mundo inteiro sinta a ternura do seu amável Coração divino-humano e, neste Natal, elimine a discórdia, a tristeza, a violência, e semeie amorosamente a união, a alegria e a paz. Amém!

Frei Agostinho Salvador Piccolo, OFM – Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Desperta tua fé

Queres não mais agitar-se em meio à tempestade de tuas dúvidas? Desperta Cristo. Desperta tua fé. (Santo Agostinho)

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Proteção de Deus àqueles que O temem

Eclo 34:14-20
O espírito daqueles que temem a Deus será procurado, será abençoado quando Deus olhar para eles.
Com efeito, sua esperança está posta naquele que os salva, e os olhos de Deus estão voltados para aqueles que o amam.
Aquele que teme ao Senhor não tremerá; de nada terá medo, pois o próprio Senhor é sua esperança.
Feliz a alma do que teme ao Senhor.
Para quem olha ela, e quem é a sua força?
Os olhos do Senhor estão voltados para aqueles que o temem; ele é um poderoso protetor, um sólido apoio, um abrigo contra o calor, uma tela contra o ardor do meio-dia,
um sustentáculo contra os choques, um amparo contra a queda. Ele eleva a alma, ilumina os olhos; dá saúde, vida e bênção.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Todas as contas contam

Todas as contas contam ... (Princípio e fundamento)
Um precioso feriado junto ao fim de semana possibilita uma viagem com minha família a Poços de Caldas. Tempo de lazer, descanso e proximidade com os meus. Tempo de ser marido, pai, companheiro e amigo sem pressas.

Na praça, de frente ao hotel, instala-se uma feira de artesanato. Distração garantida e, talvez, uns reais a menos na carteira e uns quilos a mais na bagagem de volta. Passeio entre as barracas observando e sendo observado. Quadros previsíveis, peças de roupas, objetos em madeira, vidro, cristal. Coisas bonitas, originais e outras nem tanto. Uma feira como tantas outras. Depois de olhar tudo, perguntei alguns preços, sento-me num banco da praça para respirar aquele momento de tranquilidade e prazer.

Diante de mim um rapaz abre no chão um pedaço de feltro e monta ali a sua 'banca'. Anéis, colares, pulseiras vão sendo expostos. Minha curiosidade se aguça quando o 'hippie' começa a fazer com o que se parece um colar de miçangas. Ele pega um fio de nylon, desses de pesca, bem grosso e um saquinho de contas coloridas. Apanha a primeira conta, amarela. Não sei por que, sinto uma certa contrariedade. Achei que deveria começar pelo azul. Mas ele, absorto de tudo, passa pela conta e, num gesto rápido e automático, pega outra, verde. Há uma lógica, penso, o hippie é patriota. A continha verde escorrega pelo fio e vai se juntar à amarela. O artista estende a mão e pega outras contas no saquinho, sem sequer olhar. Vem uma preta, uma vermelha e outra amarela. Enfia as três que correm ligeiras pelo fio até se encontrarem com as outras. Na sequência contas azuis, verdes, pretas, amarelas entram pelo fio, ou o fio entra por elas e vão formando o que me parece ser agora um caos policromático sem nenhuma ordem ou critério. Quase me levanto do banco e interfiro quando o rapaz pega uma conta roxa. Mas para meu alívio, o fio não entra. É grosso demais. É grosso e o buraco da conta é muito estreito. Pacientemente, o hippie apanha um minúsculo prego e cuidadosamente alarga o orifício da pequena conta roxa. E logo ela corre alegremente e repousa ao lado das outras.O rapaz continua, calmo e distraído, a enfiar conta por conta, repetindo e alterando cores, colocando a mais brilhante ao lado de uma esmaecida e sem graça, numa sequência que parece seguir a absurda lógica do 'por acaso'. Enfim, ele termina o colar. Junta as extremidades do fio, dá um nó e corta as pontas que sobravam, de tal modo que não se sabe agora onde começa ou termina. Tudo é colar...

Ele coloca sua obra sobre o feltro e observa. Sorri satisfeito. Eu reconheço que ficou bonito, mas não dou o braço a torcer; teria feito diferente. Provavelmente escolheria cuidadosamente uma sequência de cores e a repetiria harmoniosamente até o fim do colar. Ou, quem sabe, faria um colar só de contas azuis, minha cor preferida. Preto e roxo jamais! Nem amarelo, que acho sem graça e sem vida. Levanto-me e vou embora, combinando cores e contas em minha imaginação.

Meses depois, participo de um retiro espiritual em Itaici, São Paulo, orientado pelo padre jesuíta Adroaldo Palaoro. Ele começa fazendo no quadro um desenho e colocando a seguinte alternativa: "Tudo começa e termina em Deus. Ele dá sentido a todas as coisas". Na curva do desenho mergulho numa viagem mágica... A cena da praça atravessa minha memória como as contas de um colar. Neste colar colorido vejo minha vida sendo desfiada conta a conta, dia a dia. Cada dia, uma conta. Sem nenhuma lógica aparente. Um pequeno caos cotidiano que frequentemente foge ao meu controle, escapa aos meus planos. Há trechos do colar que são uma sucessão de cores que se repetem. Dias de um azul clarinho, um verde brilhante, um vermelho escandaloso, um azul forte e vigoroso iluminando todo o colar. E logo a seguir... volta a rotina das cores que se repetem. Olhando o colar da minha vida compreendo que a rotina é uma ilha cercada pelo imprevisível por todos os lados.

Mas em tudo há uma certeza: o fio... O fio atravessa e sustenta, indiscriminadamente, todas as contas do colar. Para o fio, todas as contas contam... a mais bela e brilhante e também a mais sem graça, aquela que eu rejeitaria e jogaria no lixo. O Amor de Deus é o fio que sustenta as contas da minha vida. O vazio de cada conta é preenchido pelo fio. Quanto mais grosso o fio, mais forte o colar. O curioso é que o fio mais fino é mais prático de usar, passa mais fácil pelas contas. O fio grosso às vezes emperra, esbarra nos obstáculos que a conta tem. Às vezes é preciso alargar os espaços da vida para caber o Amor de Deus. Amor...

Percebo também que as contas ocultam o fio. Ele as sustenta, mas quase não aparece. Mas alguma coisa me diz que ele está lá. Essa coisa de não ver e, ainda assim, crer, tem um nome: Fé. Amor e Fé... O resultado final é um colar colorido que, tenho certeza, vou oferecer ao Pai, de repente, quando enfim encontrá-Lo face a face. Quando, ao unir as pontas não haja mais começo nem fim, apenas colar, apenas vida e vida em plenitude. Esse sentimento chama-se Esperança.

Amor, Fé e Esperança, nos dramas e nas tramas do cotidiano, o desafio é tomar, todos os dias, o fio do Amor de Deus e deixar que ele atravesse as contas da minha vida, todas elas, sem escolher cores e formas, nem tamanho, nem comprimento. Na liberdade da Fé, na serenidade da Esperança.

Vi, naquela praça, e compreendi na oração que, no Amor de Deus, até o 'por acaso' vira 'por querer'...

de Eduardo Machado - Itaici, 08/07/98 - Exercícios Espirituais
Todas as contas contam...

A oração de NOVEMBRO

Senhor, Deus de amor e de bondade. Neste mês de novembro agradeço pela graça da recordação. Recordar significa trazer novamente ao coração as lembranças marcantes da vida. Quero recordar, neste ano que já se aproxima do fim, todos os momentos vividos sob vosso olhar atento e cuidadoso. Muito obrigado, Senhor! Desejo lembrar também, com muito carinho e muita saudade, por ocasião do “Dia de Finados” que se aproxima, de todas as pessoas maravilhosas com quem tive a graça de conviver e que hoje habitam na glória da plenitude, junto de vós. Como é bom trazer no coração todas estas lembranças queridas, afinal: “Recordar é viver!”

Frei Gustavo Wayand Medella, OFM – Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Vida viva


Albert Schweitzer, prêmio Nobel da Paz de 1952, foi teólogo e músico europeu que, pensando em servir mais do que ser servido, aos trinta anos de idade, deixando de lado o alto prestígio social e financeiro que tinha, resolveu cursar Medicina só para poder cuidar na África de milhares de desvalidos. Ele se formou e passou mais de meio século de uma vida profícua (morreu com 90 anos!) usando a própria vida para proteger outras vidas. É dele a frase funda, perturbadora: "A tragédia não é quando um homem morre; a tragédia é aquilo que morre dentro de um homem enquanto ele ainda está vivo". Eo que não pode morrer em vida dentro de alguém? A fé, a esperança, a solidariedade, a fraternidade e a decência. Assim, a vida vive além de si mesma.

Mário Sérgio Cortella, autor de Qual é a tua obra?, Ed. Vozes.
Fonte: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Oração à Santa Edwiges


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16 de outubro - Dia de Santa Edwiges


Santa Edwiges nasceu em 1174 na Alemanha. Filha de Bertoldo IV da Morávia e de sua esposa, Inês de Rochlitz, foi criada em ambiente de luxo e riqueza, o que não a impediu de ser simples e viver com humildade. O seu bem maior era o amor total a Deus e ao próximo.

Aos 12 anos, casou-se com Henrique I (O Barbudo), príncipe da Silésia (um dos principados da Polônia medieval e atual região administrativa da Polônia), com quem teve seis filhos, sendo que dois deles morreram precocemente. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido.

Mulher de oração, vivia em profunda intimidade com o Senhor. Submetia-se ao sacrifício de jejuns diários, limitando-se a comer alguns legumes secos nos domingos, terças, quintas e sábado; nas quartas e sextas-feiras somente pão e água. Isto sempre em quantidade limitada, somente para atender as necessidades do corpo.

No tempo do Advento e da Quaresma, Edwiges se alimentava só para não cair sem sentidos. O esposo não aceitava aquela austeridade. Numa Quarta-feira de Quaresma ele esbravejou por haver tão somente água na mesa sendo que ele só bebia vinho. Edwiges então lhe ofereceu uma taça, cujo líquido se apresentou como vinho. Foi um dos muitos sinais ou milagres que ela realizou.

Algum tempo depois Edwiges caiu vítima de uma grave enfermidade. Foi preciso que Guilherme, Bispo de Módena, representante do Papa para aquelas regiões, exigisse com uma severa ordem a interrupção de seu jejum. A Santa dizia que isto era mais mortificante do que a sua própria doença.

Dedicou toda sua vida na construção do Reino de Deus. Exerceu fortes influências nas decisões políticas tomadas pelo marido, interferindo na elaboração de leis mais justas para o povo.

Junto com o marido construiu Igrejas, Mosteiros, Hospitais, Conventos e Escolas. Por isto, em algumas representações a Santa aparece com uma Igreja entre as mãos.

Aos 32 anos, fez votos de castidade, o que foi respeitado pelo marido. Quando ficou viúva, foi morar no Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, onde sua filha Gertrudes era superiora. Foi lá que Edwiges deu largos passos rumo à santidade. Vivia com o mínimo de sua renda, para dispor o restante em socorro dos necessitados. Ela tinha um carinho especial pelas mulheres e crianças abandonadas. Encaminhava as viúvas para os conventos onde estariam abrigadas em casos de guerra e as crianças para escolas, onde aprendiam um ofício. Era misericordiosa e socorria também os endividados. Em certa ocasião, quando visitava um presídio, ela descobriu que muitos ali se encontravam porque não tinham como pagar as suas dívidas. Desde então, Edwiges saldava as dívidas de muitos e devolvia-lhes a liberdade. Procurava também para eles um emprego. Com isto eles recomeçavam a vida com dignidade, evitando a destruição das famílias em uma época tão difícil como era aquela do século XIII. E ainda mantinha as famílias unidas.

Assim, Santa Edwiges, é considerada a Padroeira dos pobres e endividados e protetora das famílias. Sua morte ocorreu no dia 15 de outubro de 1243. E foi canonizada no dia 26 de março de 1267, pelo Papa Clemente IV. Como no dia 15 de Outubro celebra-se Santa Teresa de Ávila, a comemoração de Santa Edwiges passou para o dia 16 de Outubro. Modelo de esposa, celibatária e viúva, a Santa não faltava à Missa aos Domingos, e isto ela pede aos seus devotos: mais amor a Jesus na Eucaristia e auxílio aos necessitados.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Edwiges

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Jesus convida à abertura de coração

"A missão de fazer o bem não está restrita apenas a um grupo, às estruturas eclesiásticas, aos ministérios ordenados ou a uma comunidade, mas a todos. Deus, pela ação do Espírito, atua onde, quando e como quer, nos homens e mulheres de boa vontade, suscitando profetas e profetisas. Ele nos dá seu Espírito e pede que os nossos membros - olhos, mãos e pés - e todo o nosso ser, estejam a serviço do seu Reino de amor e de justiça."
Ir. Jailda Rocha Caetité, CFA - Petrópolis/RJ - Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Oração a Santa Teresinha

Ó Santa Teresinha, sois exemplo de simplicidade e de humildade e sempre vos colocastes nas mãos do Pai. Intercedei junto a Deus para que compreendamos o vosso caminho que leva ao céu, para que,  vencendo o egoísmo e o orgulho, possamos construir um mundo melhor e conquistemos os povos para o Reino de Cristo pelo amor, justiça e paz. Fazei com que compreendamos a mensagem do Evangelho e sejamos atraídos a viver o ideal cristão do amor pelo espírito de desapego e doação. Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós e protegei os missionários. Amém.

Fonte: Folhinha do Sagrado Coração de Jesus

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A oração de OUTUBRO

O jovem Francisco, nos seus 23 anos, buscando pressuroso um ideal de vida, diante do Crucifixo da igrejinha de São Damião, nos arredores de Assis, rezou esta inspirada oração; que se torne também fonte de inspiração para nossa caminhada: “Altíssimo e glorioso Deus, iluminai as trevas do meu coração. Dai-me uma fé reta, esperança certa e caridade perfeita. Dai-me, Senhor, sensibilidade e discernimento. A fim de que eu cumpra [generosamente] a vossa santíssima vontade”. Amém!

Frei Agostinho Salvador Piccolo, OFM – Folhinha do Sagrado Coração de Jesus
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Coração para servir

“O companheiro, porém, que traz consigo o coração, para servir, é o semeador que sai com Jesus a semear, ajudando incessantemente a execução do Plano Divino e preparando a seara do Amor e da Sabedoria, em favor da Humanidade, no Futuro Melhor.” (Francisco Cândido Xavier)

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Mensagem

[Fonte: Google]

I Tessalonicenses, 5

[...] Tomemos por couraça a fé e a caridade, e por capacete a esperança da salvação.
Porquanto não nos destinou Deus para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele morreu por nós, a fim de que nós, quer em estado de vigília, quer de sono, vivamos em união com ele.
Assim, pois, consolai-vos mutuamente e edificai-vos uns aos outros, como já o fazeis.
[...] Vede que ninguém pague a outro mal por mal. Antes, procurai sempre praticar o bem entre vós e para com todos.
Vivei sempre contentes.
Orai sem cessar.
Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo.
Não extingais o Espírito.
Não desprezeis as profecias.
Examinai tudo: abraçai o que é bom.
Guardai-vos de toda a espécie de mal.
O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!
Fiel é aquele que vos chama, e o cumprirá.
[...] A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!
[Imagem Google]

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