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domingo, 31 de março de 2013

DOMINGO DE PÁSCOA


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Confiança (Sl 90)


Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente,
dize ao Senhor: “Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio.”
É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia,
nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia.
Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
Porém verás com teus próprios olhos, contemplarás o castigo dos pecadores,
porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda,
porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
“Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.”

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Carta a mim mesma no início da Quaresma


Contagem, 13 de fevereiro de 2013.

Querida Sandra, boa noite.

Começou hoje a Quaresma. Já é noite e só agora paro para escrever-lhe. Passei o dia inteiro pensando nesta carta, o que escrever, como descrever como estou me sentindo, o que espero do período de Quaresma, como espero estar pessoal e espiritualmente daqui a 46 dias...

Nesses últimos dias passei por situações que me balançaram um pouco. Dívidas, dúvidas, medo, ansiedade, coceira intensa nos pés (incontrolável a ponto de ferir e sangrar), aprendizagem no trabalho pelas novas funções (comunicação interna sem deixar de ser revisora), preocupação com a redução do salário, satisfação pela redução de horário (pois assim consigo chegar em casa mais cedo), retomada da harmonia com minha colega L., desentendimento e discussão com meu colega F., preocupação com os estudos interrompidos de meu filho devido às nossas dívidas, doença e morte de meu irmão C. (acho que ainda não chorei o que precisava), preocupação com as desarmonias na família, dores que vêm e que vão, insônia, pesadelos, colesterol alto, obesidade, pernas inchadas, falta de dinheiro, descontrole nas contas, e por aí vai. Optei por orar. Já há algum tempo tenho sentido necessidade de que meu filho ore comigo. Já aconteceu diversas vezes de eu só conseguir dormir após ele fazer uma oração de reavivamento espiritual para mim. Retomei, com alguma dificuldade, as terapias com a psicóloga J. Sinto-me evoluir, apesar de tudo isso que escrevi até aqui.

Sandra, tenho recebido de Deus, com frequência, respostas muito positivas. Recentemente orei pedindo ajuda de Santa Edwirges – protetora dos desempregados e endividados. A primeira resposta veio através do emprego de meu filho, o seu retorno à empresa em que ele trabalhara e havia saído desnecessariamente. A segunda resposta veio através de um surpreendente gesto de gratuidade e fraternidade de minha irmã R., que, ao saber que eu estava sem dinheiro e triste, doou-me uma quantia razoável que eu jamais esperara. Surpreendeu-me o gesto. Surpreendeu-me a oferta. Grandeza de espírito, generosidade assim de surpresa. Choro. Vi em seus olhos a verdade das palavras que lhe brotavam do coração. Meu Deus, Sandra, quanto tempo desperdiçado nos desacertos e desencontros. E a única coisa que ela me pediu foi que orasse por ela. Desde então tenho reforçado minhas orações, pedindo a Deus que a cure do câncer e, mais que isso, que lhe tire o medo e tudo mais que tem lhe impedido de acolher as graças de Deus. Peço pela intercessão da Virgem Maria, nossa Mãe Santíssima, que já se manifestou em sonho, certa vez, à minha irmã S. (justamente em benefício à R.).

Espero que, especialmente neste período de Quaresma, eu amadureça um pouco mais, que trabalhe minhas emoções na busca de maior equilíbrio interno, que melhore minha autoestima, que consiga jejuar de alguma forma, que possa contribuir de alguma forma no crescimento espiritual das pessoas que acessam o blog religioso. Quero (e vou, com a ajuda de Deus) equilibrar minhas contas, quitar as dívidas que possuo, tanto as financeiras quanto as pessoais. Buscarei realizar um trabalho de grande qualidade no Colégio, sem passar por cima de ninguém, sem servir de pedra de tropeço. Quero emagrecer e equilibrar minha saúde física e espiritual. Quero dormir boas noites de sono suave e saudável, sem pesadelos, sono de saúde, sonhos bons. Hei de repetir a mim mesma, diariamente, quais são os meus desejos positivos e pacíficos. Quero excluir definitivamente a depressão de minha vida. Quero estar livre de tudo aquilo que impede o acolhimento da graça de Deus.

Minha querida Sandra, daqui a 46 dias, quero vivenciar uma Páscoa de luz e graça, junto ao meu filho e meus irmãos. Espero estar pessoal e espiritualmente muito bem, com o coração repleto de paz e sem rancor. Financeiramente equilibrada. Profissionalmente realizada.

Despeço-me confiante. Saúde e Paz.

Sandra Medina Costa

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sábado, 30 de março de 2013

SÁBADO DE ALELUIA


Mensagem de Esperança


Abençoa a aflição de agora. Ela te abre as portas do salão da paz.
Agradece a chuva de fel a cair sobre tua cabeça. Ela fertiliza o solo da tua alma para a sementeira da luz.
Rejubila-te com o espinho cravado no coração. Ele te adverte dos perigos iminentes de todos os caminhos.
Sorri ante os obstáculos que te impedem o avanço. Eles expressam o valor da tua resistência que os vence lentamente, à medida que jornadeias em triunfo.
Medita em todas as coisas que causam preocupação e dano e retira da dificuldade a melhor parte, como abençoado adubo para o solo das tuas experiências cristãs.
Nenhuma alma jornadeia na Terra sem a contribuição da dor. Nenhum espírito avança para a luz sem conduzir dificuldades enleadas nos pés. Nenhum ser ascende para Deus sem a travessia do pantanal onde se demoram os homens...
Jesus veio para nortear a Humanidade, porque esta se encontrava perdida, presa ao matagal das paixões.
Todos temos um ontem perdido nos labirintos do crime, a enovelar-nos nas malhas da inquietude que se reflete hoje.
Guarda n’alma a alegria inefável que se expressará num amanhã ridente e belo que te espera, após o triunfo sobre as vicissitudes.
Não te desesperes ante o desespero, não te aflijas junto à aflição, não te inquietes ao lado da inquietude, não te atormentes sob tormentos...
A planta que cresce é atraída pela luz, embora repouse sua sustentação na lama das raízes.
A linfa que dessedenta corre aos beijos do sol, embora flua da lama do solo.
O alimento que nutre traz lodo no cerne e o corpo que sustentas é feito de lama.
Mas é com esse material que a alma faz o vasilhame para, realizando a obra do bem, sobreviver.
Não chores, não sofras!
Mantém elevado o pensamento ao Senhor sem te envergonhares.
Alça-te à luz, mesmo que nada representes...
Além da ponte há muitas venturas aguardando por ti.
Além do abismo há luz esfuziante esperando pelo triunfo.
Luta, agora, vence logo.
Não dês tréguas ao mal, mesmo que ele seja partícula ínfima a toldar a visão do teu espírito. Combate-o, sem lhe dares alimento mental.
Todo meio incorreto jamais conduzirá a um fim reto.
Afugente a nostalgia, espanca a tristeza, surra a melancolia com as mãos ativas do trabalho edificante.
Lutar contra tentações não é somente uma atuação mental; é atividade produtiva na realização do bem.
Realiza tua obra em paz, certo de que estás em Jesus, e seguro de que Jesus está contigo.
E quando tudo parecer esmagar as tuas aspirações e os fardos do mundo pesarem demais sobre os teus ombros lembra-te dEle, na manjedoura humilde e desdenhada, para renovar a Humanidade inteira com a claridade inapagável do Seu infinito amor.
Evoca-O nas horas de amargura e sorri agradecendo a bênção do sofrimento.
Só as almas eleitas são tentadas; só elas têm forças para vencerem a tentação.
O cristão não se deve angustiar porque o erro lhe bate à força, nem se deve entristecer porque permitiu que o erro tivesse acesso ao coração... Deve alegrar-se quando expulsa o erro de dentro da casa íntima, mantendo júbilo porque o dominou, conservando a integridade do lar, ao invés de ser dominado pelo desequilíbrio que o afrontava...
Guarda a certeza, alma devotada ao bem, de que Jesus contigo é a vida radiosa e pura em esperança permanente, como mensagem de Deus, em bom ânimo e alento para a tua redenção.
E, disposto a não incidir no capítulo negativo que deve ficar esquecido, reúne as forças e avança resoluto, em demanda da mansão da serenidade que te aguarda, vitorioso, na caminhada do dever.
 
Do livro: Espírito e Vida, Divaldo Pereira Franco.
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Brevidade da vida (Sl 89)


(Heb. 90) Prece de Moisés, homem de Deus. Senhor, fostes nosso refúgio de geração em geração.
Antes que se formassem as montanhas, a terra e o universo, desde toda a eternidade vós sois Deus.
Reduzis o homem à poeira, e dizeis: Filhos dos homens, retornai ao pó,
porque mil anos, diante de vós, são como o dia de ontem que já passou, como uma só vigília da noite.
Vós os arrebatais: eles são como um sonho da manhã, como a erva virente,
que viceja e floresce de manhã, mas que à tarde é cortada e seca.
Sim, somos consumidos pela vossa severidade, e acabrunhados pela vossa cólera.
Colocastes diante de vós as nossas culpas, e nossos pecados ocultos à vista de vossos olhos.
Ante a vossa ira, passaram todos os nossos dias. Nossos anos se dissiparam como um sopro.
Setenta anos é o total de nossa vida, os mais fortes chegam aos oitenta. A maior parte deles, sofrimento e vaidade, porque o tempo passa depressa e desaparecemos.
Quem avalia a força de vossa cólera, e mede a vossa ira com o temor que vos é devido?
Ensinai-nos a bem contar os nossos dias, para alcançarmos o saber do coração.
Voltai-vos, Senhor - quanto tempo tardareis? E sede propício a vossos servos.
Cumulai-vos desde a manhã com as vossas misericórdias, para exultarmos alegres em toda a nossa vida.
Consolai-nos tantos dias quantos nos afligistes, tantos anos quantos nós sofremos.
Manifestai vossa obra aos vossos servidores, e a vossa glória aos seus filhos.
Que o beneplácito do Senhor, nosso Deus, repouse sobre nós. Favorecei as obras de nossas mãos. Sim, fazei prosperar o trabalho de nossas mãos.

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Foi por ti!

 
 
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SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO


Homilia na Sexta-Feira Santa 2013
Escrito por Pe. Amaro Gonçalo. Publicado em Homilia da Semana

ANUNCIAMOS, SENHOR, A VOSSA MORTE!

Anunciamos, Senhor, a vossa morte”, assim respondemos e correspondemos, num primeiro momento, à aclamação eucarística, do «Mistério da fé»! E, agora, diante do mesmo e único sacrifício de Cristo, na Cruz, somos também desafiados a abraçar, na fé, o grande mistério da Sua entrega ao Pai, por todos nós!

1. Nesta Hora, põem-se-nos, de fato, algumas perguntas incontornáveis, que tocam os fundamentos da nossa fé: “Que é feito da condição de Jesus, como Filho de Deus? Que é feito do fato de Ele ter posto toda a sua confiança no Pai? Deus pode abandonar o seu Eleito, até este «ponto de não retorno»? Acabou realmente tudo? Pode acabar assim”? Professar, na fé, que Jesus «foi crucificado, morto e sepultado» significa aceitar o desafio escondido em tais e tantas perguntas, sobre o sofrimento do inocente e a morte do justo. O «silêncio de Deus», na cruz, abre, pois, muitas brechas de inquietação, de perturbação e de provação, na nossa fé… Ora, é, precisamente, na grande provação que se vê o verdadeiro crente; é na provação que a fé mostra a sua genuinidade, e revela toda a sua solidez inabalável. A fé verdadeira, aquela que se radica na força de Deus, vê-se, mais dia, menos dia, afrontada e confrontada com o mistério da cruz! Para alguns, a Cruz será «loucura» e «escândalo», pedra de tropeço, no caminho para Deus; porém, a mesma Cruz pode revelar-se como «poder e sabedoria de Deus» (Cf. 1 Cor 1, 17-25), para quantos a acolhem, na fé. Não estranhamos, portanto, que no caminho da Cruz, se escute o grito mundano, dos que dizem: “se és o filho de Deus, desce da cruz; salva-te a ti mesmo e a nós também”(Lc.23,37-38)! Mas ao mesmo tempo, e por fim, ao ver Jesus morrer daquela maneira, há um centurião que exclama, numa belíssima profissão de fé: “Verdadeiramente este Homem era o Filho de Deus” (Mc.15,39).

2. Neste Ano da fé, talvez valha a pena confrontar estas vozes, que se disputam dentro de nós, e à nossa volta, e que nos dividem. Nada como o aparente silêncio de Deus, perante o sofrimento e o mal, para pôr radicalmente à prova e em crise salutar a nossa fé. Jesus, de fato, perante a vastidão do mal, e do sofrimento que o esmaga, a ele e a nós, não faz nada de extraordinário! Aceita-o e suporta-o, sem protesto. Por isso, a Cruz escandalizava e provocava, os que só queriam crer, se Jesus se prestasse a uma qualquer demonstração de força, se procedesse a uma exibição hábil, para assim os vencer e convencer, ou, para, desse modo, os mover e demover! Era isto mesmo, que pretendiam os judeus: acreditar em Jesus, não por um ato livre de confiança, mas pela força dos fatos extraordinários.

3. Mas Jesus sabe bem que milagres assim não libertam as pessoas; antes se apoderam delas. E Deus, de fato, não se apodera de ninguém. Deus propõe-se-nos. Deus quer ser amado, numa resposta livre, que nunca podemos dar, sem confiar, sem nos entregarmos a Ele, no salto escuro da fé. «A fé é precisamente a resposta ao dom do amor, com que Deus vem ao nosso encontro» (Bento XVI, DCE 1). «Para ser humana, a resposta da fé, dada pelo homem a Deus, deve ser voluntária» (CIC, n. 160) e não vencida, ou convencida, pela força de qualquer gesto divino mirabolante! Deus não nos invade; bate sempre à porta da nossa fé. Deus não se impõe, pela força de qualquer evidência. Deus não nos conquista, pela exibição de qualquer passe de magia, como se não tivéssemos hipóteses de não acreditar. Se assim fosse, nem sequer seríamos livres, para acreditar! Se assim fosse, nós teríamos simplesmente de nos render a Ele, seríamos vencidos e esmagados pela sua grandeza, sem argumentos, contra tais fatos. Mas não. Deus não se impõe. Deus propõe-se-nos.

4. Em pleno Ano da Fé, também nós gostaríamos, de não ter por que perguntar ao Senhor: «Porque me deixaste cair nesta cama? Por que não fizeste nada, para que não chegasse a esta ruína? Por que não evitaste esta doença ou esta separação? Por que não impediste este crime? Por que não intervéns duramente, contra tanta injustiça neste mundo? Por que não pões tudo em pratos limpos? Por que não calas os ateus, com coisas extraordinárias, que os vençam, e convençam? Por que não fazes nada, perante a tragédia natural e a desgraça deste mundo? Por que Te calas»?! Muitas vezes, também nós, preferíamos assim milagres e visões, à Cruz do Senhor; também nós desejaríamos sinais que não deixassem dúvidas, que nos livrassem da lida e da fadiga, que é isto de acreditar livremente.

5. Mas Deus, pelo contrário, vence com a força da sua impotência, conquista-nos com o poder inerme do Seu amor, revela-se numa cruz. Aliás, agora pergunto eu: podia Deus justificar-se de outro modo, perante a história do Homem, tão carregada de sofrimento?! De que nos serviria um Deus que não padecesse nem se compadecesse com o nosso sofrimento? Quem nos poderia então entender? Em quem poderiam esperar os torturados de tantas prisões secretas? Onde poderiam pôr a sua esperança tantas mulheres humilhadas e violentadas sem defesa alguma? A quem se agarrariam os doentes crônicos e os moribundos? Quem poderia oferecer consolo às vítimas de tantas guerras, terrorismos, fomes, desamores, desempregos e misérias? Só no Crucificado, nós podemos encontrar um Deus, que está por dentro do nosso sofrimento, e caminha a nosso lado! Rezemos-lhe, pois, de coração humilde, professando a nossa fé:

“[Senhor], caminhamos sob o peso da Cruz, nas pegadas dos teus passos! Mas Tu ressuscitas na manhã da Santa Páscoa! És para nós o Vivente que não morre! Com os humildes que querem renascer, Senhor, nós Te pedimos: Aumenta, aumenta a nossa fé. Credo, Domine! Aumenta a nossa fé” (4ª estrofe do Hino para o Ano da Fé)!

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As promessas messiânicas feitas a Davi (Sl 88)


(Heb. 89) Hino de Etã, ezraíta.
Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor; minha boca publicará sua fidelidade de geração em geração.
Com efeito, vós dissestes: A bondade é um edifício eterno. Vossa fidelidade firmastes no céu.
“Concluí, dizeis vós, uma aliança com o meu eleito; liguei-me por juramento a Davi, meu servo.
Conservarei tua linhagem para sempre, manterei teu trono em todas as gerações.”
Senhor, os céus celebram as vossas maravilhosas obras, e na assembleia dos anjos a vossa fidelidade.
Quem poderá, nas nuvens, igualar-se a Deus? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos de Deus?
Terrível é Deus na assembleia dos santos, maior e mais tremendo que todos os que o cercam.
Quem se compara a vós, Senhor, Deus dos exércitos? Sois forte, Senhor, e cheio de fidelidade.
Dominais o orgulho do mar, amainais suas ondas revoltas.
Calcastes Raab e o transportastes; com poderoso braço dispersastes vossos inimigos.
Vossos são os céus e também a terra, vós que criastes o globo e tudo o que ele contém.
O norte e o sul vós os fizestes; Tabor e Hermon em vosso nome exultam.
Tendes o poder em vosso braço, a firmeza na mão, a autoridade em vossa destra.
A justiça e o direito são o fundamento de vosso trono, a bondade e a fidelidade vos precedem.
Feliz o povo que vos sabe louvar: caminha na luz de vossa face, Senhor.
Vosso nome lhe é causa de contínua alegria, pela vossa justiça ele se glorifica,
porque sois o esplendor de sua força, e é vosso favor que nos faz erguer a cabeça,
pois no Senhor está o nosso escudo, e nosso rei no Santo de Israel.
Outrora, em visão, falastes aos vossos santos e dissestes-lhes: “Impus a coroa a um herói, escolhi meu eleito dentre o povo.
Encontrei Davi, meu servidor, e o sagrei com a minha santa unção.
Assistir-lhe-á sempre a minha mão, e meu braço o fortalecerá.
Não o há de surpreender o inimigo, nem ousará oprimi-lo o malvado.
Sob seus olhos esmagarei os seus contrários, serão feridos aqueles que o odeiam.
Com ele ficarão minha fidelidade e bondade, pelo meu nome crescerá o seu poder.
Estenderei a sua mão por sobre o mar, e a sua destra acima dos rios.
Ele me invocará: “Vós sois meu Pai, vós sois meu Deus e meu rochedo protetor.”
Por isso eu o constituirei meu primogênito, o mais excelso dentre todos os reis da terra.
Assegurado lhe estará o favor eterno, e indissolúvel será meu pacto com ele.
Dar-lhe-ei uma perpétua descendência, seu trono terá a duração dos céus.
Se, porém, seus filhos abandonarem minha lei, se não observarem os meus preceitos,
se violarem as minhas prescrições e não obedecerem às minhas ordens,
eu punirei com vara a sua transgressão, e a sua falta castigarei com açoite.
Mas não lhe retirarei o meu favor e não trairei minha promessa.
não violarei minha aliança, não mudarei minha palavra dada.
Jurei uma vez por todas pela minha santidade: a Davi não faltarei jamais.
Sua posteridade permanecerá eternamente, e seu trono, como o sol, subsistirá diante de mim,
como a lua que existirá sem fim, e o arco-íris, fiel testemunha nos céus.”
E, contudo, vós o repelistes e rejeitastes, gravemente vos irritastes contra aquele que vos é consagrado.
Rompestes a aliança feita com o vosso servidor, lançastes por terra sua coroa,
derrubastes todos os seus muros, arruinastes as suas fortalezas.
Saquearam-no todos os transeuntes, e o escarneceram os seus vizinhos.
A mão de seus inimigos exaltastes, de gozo enchestes todos os seus contrários.
Embotastes o fio de sua espada, não o sustentastes na batalha.
Fizestes terminar seu esplendor, por terra derrubastes o seu trono.
Abreviastes a sua adolescência, e de ignomínia o cobristes.
Até quando, Senhor? Até quando continuareis escondido? Até quando estará acesa a vossa cólera?
Lembrai-vos como é curta a nossa vida, quão efêmeros os homens que criastes.
Qual é o vivo que se livra da morte, ou pode subtrair a sua alma ao poder da morada dos mortos?
Vossas bondades de outrora, ó Senhor, onde estão? E os juramentos que a Davi fizestes de fidelidade?
Considerai, Senhor, a vergonha imposta aos vossos servidores. Levo em meu seio ultrajes das nações pagãs,
insultos de vossos inimigos, Senhor, injúrias que lançam até nos passos daquele que vos é consagrado.
Bendito seja o Senhor eternamente! Amém! Amém!

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quinta-feira, 28 de março de 2013

QUINTA-FEIRA SANTA


QUINTA-FEIRA SANTA

A celebração da Semana Santa encontra seu ápice no Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira da Paixão e Morte do Senhor e a solene Vigília Pascal, no sábado à noite. Esses três dias formam uma grande celebração da Páscoa memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus.
A liturgia da Quinta-feira Santa nos fala do amor, com a cerimônia do Lava-pés, a proclamação do novo mandamento, a instituição do sacerdócio ministerial e a instituição da Eucaristia, em que Jesus se faz nosso alimento, dando-nos seu corpo e sangue. É a manifestação profunda do seu amor por nós, amor que foi até onde podia ir: "Como Ele amasse os seus amou-os até o fim".

Desolada lamentação (Sl 87)


(Heb. 88) Cântico. Salmo dos filhos de Coré. Ao mestre de canto. Em melodia triste. Poema de Hemã, ezraíta.
Senhor, meu Deus, de dia clamo a vós, e de noite vos dirijo o meu lamento.
Chegue até vós a minha prece, inclinai vossos ouvidos à minha súplica.
Minha alma está saturada de males, e próxima da região dos mortos a minha vida.
Já sou contado entre os que descem à tumba, tal qual um homem inválido e sem forças.
Meu leito se encontra entre os cadáveres, como o dos mortos que jazem no sepulcro, dos quais vós já não vos lembrais, e não vos causam mais cuidados.
Vós me lançastes em profunda fossa, nas trevas de um abismo.
Sobre mim pesa a vossa indignação, vós me oprimis com o peso das vossas ondas.
Afastastes de mim os meus amigos, objeto de horror me tornastes para eles; estou aprisionado sem poder sair,
meus olhos se consomem de aflição. Todos os dias eu clamo para vós, Senhor; estendo para vós as minhas mãos.
Será que fareis milagres pelos mortos? Ressurgirão eles para vos louvar?
Acaso vossa bondade é exaltada no sepulcro, ou vossa fidelidade na região dos mortos?
Serão nas trevas manifestadas as vossas maravilhas, e vossa bondade na terra do esquecimento?*
Eu, porém, Senhor, vos rogo, desde a aurora a vós se eleva a minha prece.
Por que, Senhor, repelis a minha alma? Por que me ocultais a vossa face?
Sou miserável e desde jovem agonizo, o peso de vossos castigos me abateu.
Sobre mim tombaram vossas iras, vossos temores me aniquilaram.
Circundam-me como vagas que se renovam sempre, e todas, juntas, me assaltam.
Afastastes de mim amigo e companheiro; só as trevas me fazem companhia...

* A estas perguntas, a conclusão está subentendida: se é assim, que Deus me guarde vivo para celebrar seus louvores.  (Bíblia Sagrada Ave-Maria)
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TEU CONSOLO ME SALVOU


Obrigado, Pai! Tudo foi por teu amor!
Obrigado, Pai! Teu consolo me salvou.

Sou eu quem tenho que aprender.
Sou eu quem devo caminhar.
Agradeço pelos passos que já dei,
Escolhas, decisões a tomar.

Obrigado, Pai! Tudo foi por teu amor!
Obrigado, Pai! Teu consolo me salvou.

Más palavras, afrontas, desatinos
São do outro, não preciso aceitar.
O que é meu faz parte do meu destino,
Vem de Deus pra minh’alma alegrar.

Obrigado, Pai! Tudo foi por teu amor!
Obrigado, Pai! Teu consolo me salvou.

Sandra Medina Costa
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quarta-feira, 27 de março de 2013

Glória da Cidade Santa (Sl 86)


(Heb. 87) Salmo dos filhos de Coré. Cântico.
O Senhor ama a cidade que fundou nos montes santos; ele prefere as portas de Sião às tendas de Jacó.
De ti se anuncia um glorioso destino, ó cidade de Deus.
Ajuntarei Raab e Babilônia aos que me honram; eis a Filisteia e Tiro com a Etiópia, lá todos nasceram.
Dir-se-á de Sião: “Um por um, todos esses homens nela nasceram; foi o próprio Altíssimo quem a fundou.”
O Senhor inscreverá então no registro dos povos: “Aquele também nasceu em Sião.”
E cantarão entre danças: “Todas as minhas fontes se acham em ti.

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A oração talvez...


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terça-feira, 26 de março de 2013

Prece do fiel no dia da tribulação (Sl 85)


(Heb. 86) Oração de Davi. Inclinai, Senhor, vossos ouvidos e atendei-me, porque sou pobre e miserável.
Protegei minha alma, pois vos sou fiel; salvai o servidor que em vós confia. Vós sois meu Deus;
tende compaixão de mim, Senhor, pois a vós eu clamo sem cessar.
Consolai o coração de vosso servo, porque é para vós, Senhor, que eu elevo minha alma.
Porquanto vós sois, Senhor, clemente e bom, cheio de misericórdia para quantos vos invocam.
Escutai, Senhor, a minha oração; atendei à minha suplicante voz.
Neste dia de angústia é para vós que eu clamo, porque vós me atendereis.
Não há entre os deuses um que se vos compare, Senhor; não existe obra semelhante à vossa.
Todas as nações que criastes virão adorar-vos, e glorificar o vosso nome, ó Senhor.
Porque vós sois grande e operais maravilhas, só vós sois Deus.
Ensinai-me vosso caminho, Senhor, para que eu ande na vossa verdade. Dirigi meu coração para que eu tema o vosso nome.
De todo o coração eu vos louvarei, ó Senhor, meu Deus, e glorificarei o vosso nome eternamente.
Porque vossa misericórdia foi grande para comigo, arrancastes minha alma das profundezas da região dos mortos.
Ó Deus, os soberbos se levantaram contra mim, uma turba de prepotentes odeia a minha vida, eles que nem vos têm presente ante os olhos.
Mas vós, Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo; lento para a ira, cheio de clemência e fidelidade.
Olhai-me e tende piedade de mim, dai ao vosso servo a vossa força, salvai o filho de vossa escrava.
Dai-me uma prova de vosso favor, a fim de que verifiquem meus inimigos, para sua confusão, que sois vós, Senhor, meu sustento e meu consolo.

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Promovendo a Paz Mundial


"Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" (Rm 12:18).

Após receber o Prêmio Nobel da Paz, Madre Tereza disse: "O que você pode fazer para promover a paz mundial? Vá para casa e ame sua família."

Não podemos desejar a paz do mundo se não há paz em nossos corações. Não conseguiremos ajudar a promover a paz mundial se não começarmos pelo nosso lar. Não podemos pretender que o mundo viva em paz se não somos capazes de amar os nossos queridos.
Como serei capaz de amar uma pessoa estranha se eu não amo a minha esposa, ou marido, ou filhos? Como poderei enxergar a tranquilidade de minha vizinhança se a minha vizinhança não pode ver a mesma tranquilidade entre meus familiares? Como minhas atitudes iluminarão o mundo se a minha família permanece envolta em densas trevas?
Tudo o que eu posso desejar de bom para todos tem que ter origem em mim mesmo e no meu viver diário. Eu só posso almejar que a minha igreja seja abençoada se eu for uma bênção antes de sair para visitá-la. Eu só me regozijarei com o louvor dos meus irmãos no templo se o meu coração estiver louvando a Deus em todas as circunstâncias.
Se eu sou uma bênção em casa, minha família será abençoada, meus vizinhos serão contagiados, meu trabalho me alegrará, minha igreja será um local de perfeita felicidade.
Não posso pensar em nada além de amar a minha família, ter prazer em ver meus parentes e amigos salvos por Jesus, de participar de uma igreja viva e agradável ao Senhor. Como serei feliz se Jesus Cristo me dirigir em casa, me ungir no contato com os amigos, me alegrar na comunhão com os irmãos de minha igreja.
Eu quero ter paz em casa, junto a meus filhos e netos, na presença maravilhosa de meu Deus.

Pr. Paulo Roberto Barbosa, do site - Escuro Iluminado:
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segunda-feira, 25 de março de 2013

Quando eu menos merecer...

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Súplica após a volta do exílio (Sl 84)


(Heb. 85) Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Coré.
Fostes propício, Senhor, à vossa terra; restabelecestes a sorte de Jacó.
A iniquidade de vosso povo perdoastes, foram por vós cobertos seus pecados.
Aplacastes toda a vossa cólera, refreastes o furor de vossa ira.
Restaurai-nos, ó Deus, nosso salvador, ponde termo à indignação que tínheis contra nós.
Acaso será eterna contra nós a vossa cólera? Estendereis vossa ira sobre todas as gerações?
Não nos restituireis a vida, para que vosso povo se rejubile em vós?
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia, e dai-nos a vossa salvação.
Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque ele diz palavras de paz ao seu povo, para seus fiéis, e àqueles cujos corações se voltam para ele.
Sim, sua salvação está bem perto dos que o temem, de sorte que sua glória retornará à nossa terra.
A bondade e a fidelidade outra vez se irão unir, a justiça e a paz de novo se darão as mãos.
A verdade brotará da terra, e a justiça olhará do alto do céu.
Enfim, o Senhor nos dará seus benefícios, e nossa terra produzirá seu fruto.
A justiça caminhará diante dele, e a felicidade lhe seguirá os passos.

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Nosso lar é protegido e guardado


domingo, 24 de março de 2013

Novena da Gestação de Nossa Senhora


Novena da Gestação de Nossa Senhora
(de 25 de março a 25 de dezembro)

            Oh! Maria, Virgem Imaculada, Mãe inviolada, que preparaste no Vosso seio virginal um puríssimo tabernáculo ao Filho de Deus, prostro-me profundamente ante a Vossa singular pureza, mas também porque desejo que o Verbo de Deus, que quis nascer em Vós para se fazer Homem, renasça espiritualmente em mim, e me conceda a graça que tanto desejo; a Vós recorro, ó Mãe de Piedade, a fim de que pela Vossa poderosa intercessão seja ouvida e aceita a minha prece. Ó Mãe do Verbo Divino, assisti-me e obtende-me a graça que tanto preciso.
            Entretanto, ó Mãe, eu Vos saúdo por todas aquelas horas em que trouxestes em Vosso seio o Filho de Deus.

- Rezam-se 24 Ave-Marias, saudando a Santíssima Virgem por todas aquelas horas em que trouxe em seu seio o Filho de Deus, dizendo, após cada uma, a jaculatória:

“Bendita seja a Santa Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus.”
300 dias de indulgência cada vez
Obs.: Se for possível, começá-la com os sacramentos da Confissão e Sagrada Comunhão.

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Canto de alegria do peregrino (Sl 83)

 
(Heb. 84) Ao mestre de canto. Com a Gitiena. Salmo dos filhos de Coré.
Como são amáveis as vossas moradas, Senhor dos exércitos!
Minha alma desfalecida se consome suspirando pelos átrios do Senhor. Meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo.
Até o pássaro encontra um abrigo, e a andorinha faz um ninho para pôr seus filhos. Ah, vossos altares, Senhor dos exércitos, meu rei e meu Deus!
Felizes os que habitam em vossa casa, Senhor: aí eles vos louvam para sempre.
Feliz o homem cujo socorro está em vós, e só pensa em vossa santa peregrinação.
Quando atravessam o vale árido, eles o transformam em fontes, e a chuva do outono vem cobri-los de bênçãos.
Seu vigor aumenta à medida que avançam, porque logo verão o Deus dos deuses em Sião.
Senhor dos exércitos, escutai minha oração, prestai-me ouvidos, ó Deus de Jacó.
Ó Deus, nosso escudo, olhai; vede a face daquele que vos é consagrado.
Verdadeiramente, um dia em vossos átrios vale mais que milhares fora deles. Prefiro deter-me no limiar da casa de meu Deus a morar nas tendas dos pecadores.
Porque o Senhor Deus é nosso sol e nosso escudo, o Senhor dá a graça e a glória. Ele não recusa os seus bens àqueles que caminham na inocência.
Ó Senhor dos exércitos, feliz o homem que em vós confia.

Este salmo descreve a felicidade daqueles que habitam sempre no templo, a felicidade dos peregrinos consolados pela providência ao longo do caminho e, enfim, a oração diante de Deus, com os votos pelo rei. (Bíblia Sagrada Ave-Maria.
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sábado, 23 de março de 2013

Oração contra a coalizão dos povos vizinhos (Sl 82)


(Heb. 83) Cântico. Salmo de Asaf.
Senhor, não fiqueis silencioso, não permaneçais surdo, nem insensível, ó Deus.
Porque eis que se tumultuam vossos inimigos, levantam a cabeça aqueles que vos odeiam.
Urdem tramas para o vosso povo, conspiram contra vossos protegidos.
“Vinde, dizem eles, exterminemo-lo dentre os povos, desapareça a própria lembrança do nome de Israel.”
Com efeito, eles conspiram de comum acordo e contra vós fazem coalizão:
os nômades de Edom e os ismaelitas, Moab e os agarenos,
Gebal, Amon e Amalec, a Filisteia com as gentes de Tiro.
Também os assírios a eles se uniram, e aos filhos de Lot ofereceram a sua força.
Tratai-os como Madiã e Sísara, e Jabin junto à torrente de Cison!
Eles pereceram todos em Endor e serviram de adubo para a terra.
Tratai seus chefes como Oreb e Zeb; como Zebeia e Sálmana, seus príncipes,
que disseram: Tomemos posse das terras onde Deus reside.
Ó meu Deus, fazei deles como folhas que o turbilhão revolve, como a palha carregada pelo vento,
Como o fogo que devora a mata, como a labareda que incendeia os montes;
Persegui-os com a vossa tempestade, apavorai-os com o vosso furacão.
Cobri-lhes a face da ignomínia, para que, vencidos, busquem, Senhor, o vosso nome.
Enchei-os de vergonha e de humilhação eternas, que eles pereçam confundidos.
E que reconheçam que só vós, cujo nome é Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra.

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NOS SERVIÇOS DE CURA


Não basta rogar ajuda para si.
É indispensável o auxílio aos outros.
Não vale a revelação de humildade na indefinida repetição dos pedidos de socorro.
É preciso não reincidirmos nas faltas.
Não há grande mérito em solicitarmos perdão diariamente.
É necessário desculparmos com sinceridade as ofensas alheias.
Não há segurança definitiva para nós se apenas fazemos luz na residência dos vizinhos.
É imprescindível acendê-las no próprio coração.
Não nos sintamos garantidos pela certeza de ensinarmos o bem a outrem.
É imperioso cultivá-lo por nossa vez.
Não é serviço completo a ministração da verdade construtiva ao próximo.
Preparemos o coração para ouvi-la de outros lábios, com referência às nossas próprias necessidades, sem irritação e sem revolta.
Não é integral a medicação para as vísceras enfermas.
É indispensável que não haja ódio e desespero no coração.
Não adianta o auxílio do Plano Superior, quando o homem não se preocupa em retê-lo.
Antes de tudo é preciso purificar o vaso humano para que se não perca a essência divina.
Não basta suplicar a intercessão dos bons.
Convençamo-nos de que a nossa renovação para o bem, com Jesus, é sagrada impositivo de vida.
Não basta restaurar simplesmente o corpo físico.
É inadiável o dever de buscarmos a cura espiritual para a vida eterna.

Bezerra de Menezes
Por Francisco Cândido Xavier - Do livro: Taça de Luz.
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sexta-feira, 22 de março de 2013

Jubileu de Nossa Senhora das Dores


"Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!"

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O julgamento divino contra os juízes iníquos (Sl 81)


(Heb. 82) Salmo de Asaf. Levanta-se Deus na assembleia divina, entre os deuses profere o seu julgamento.
“Até quando julgareis iniquamente, favorecendo a causa dos ímpios?
Defendei o oprimido e o órfão, fazei justiça ao humilde e ao pobre,
livrai o oprimido e o necessitado, tirai-o das garras dos ímpios.”
Eles não querem saber nem compreender, andam nas trevas, vacilam os fundamentos da terra.
Eu disse: “Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.
Contudo, morrereis como simples homens e, como qualquer príncipe, caireis.”
Levantai-vos, Senhor, para julgar a terra, porque são vossas todas as nações.

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quinta-feira, 21 de março de 2013

Cântico festivo (Sl 80)


(Heb. 81) Ao mestre de canto. Com a Gitiena. Salmo de Asaf.
Exultai em Deus, nosso protetor, aclamai o Deus de Jacó.
Tocai o saltério, vibrai os tímbales, tangei a melodiosa harpa e a lira.
Ressoai a trombeta na lua nova, na lua cheia, dia de grande festa,
porque é uma instituição para Israel, um preceito do Deus de Jacó;
uma lei que foi imposta a José, quando ele entrou em luta com o Egito. Eis que ouviu uma língua desconhecida:
“Aliviei os seus ombros de fardos, já não carregam cestos as suas mãos,
na tribulação gritaste para mim e te livrei; da nuvem que troveja eu respondi, junto às águas de Meribá eu te provei.
Escuta, ó povo, a minha advertência: Possas tu me ouvir, ó Israel!
Não haja em teu meio um deus estranho; nem adores jamais o deus de outro povo.
Sou eu, o Senhor, teu Deus, eu que te retirei do Egito; basta abrires a boca e te satisfarei.
No entanto, meu povo não ouviu a minha voz, Israel não me quis obedecer.
Por isso, os abandonei à dureza de seus corações. Deixei-os que seguissem seus caprichos.
Oh, se meu povo me tivesse ouvido, se Israel andasse em meus caminhos!
Eu teria logo derrotado seus inimigos, e desceria minha mão contra seus adversários.
Os inimigos do Senhor lhes renderiam homenagens, estaria assegurado, para sempre, o destino do meu povo.
Eu o teria alimentado com a flor do trigo, e com o mel do rochedo o fartaria.”
 
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